{Playlist} Maria Rita

Em 28.07.2016   Arquivado em Música

Lembro o primeiro dia que ouvi Maria Rita na minha vida. Era uma música do Milton Nascimento e minha tia me perguntou quem eu achava que estava cantando com ele. Eu falei que era a Elis. Ela me consertou, falando que na verdade era a filha da Elis. Eu sentei e chorei copiosamente, escutando aquela música e ficando com meu corpo todo arrepiado.

Até hoje eu me sinto assim em muitas ocasiões escutando a Maria Rita. Num primeiro momento, um desavisado pode confundir a voz da mãe com a filha. Mas se você escutar atentamente, vai ver que cada uma encontrou seu caminho. É claro que as vozes são parecidas!!! São mãe e filha, ora bolas. Assim como eu sou a cara da minha mãe e não tem como fugir disso, afinal eu nasci da barriga dela. Mas perceba nas sutilezas como cada uma é bem diferente da outra.

Eu juro que eu queria selecionar só 10 músicas pra essa playlist, mas não deu. Selecionei quase 30. Comecei com o CD que ela canta a mãe. Acho que nesse dá pra perceber bem a diferença. Enjoy!

Me segue lá no Spotify! 😉

Beijos e até a próxima.

Curso de extensão – Revisão de texto para a publicação – UFRJ

Em 26.07.2016   Arquivado em Profissões

Mais um ciclo fechou. Pra quem acompanha meu snap, viu que eu postei muitos vídeos felizinha porque tinha concluído meu curso de extensão na UFRJ. É muito bom quando você vai fechando os ciclos e vendo que você está conseguindo, está progredindo. Eu tinha todas as desculpas do mundo pra dizer que não podia fazer muita coisa (filho, emprego, distância, falta de grana e tempo) mas a vontade de fazer dar certo é melhor que tudo, então a gente vai em frente.

O curso com o Dau foi maravilhoso. Aprendi muito sobre as etapas de produção de um livro, aprendi sobre nomes no mercado editorial que fizeram a diferença nos últimos séculos. Vi palestrantes de grandes editoras falando sobre o mercado editorial, aprendi sobre técnicas de revisão, revisei textos e chorei na frente de um deles porque achei que não ia conseguir. Mas consegui. :)

A melhor parte foram as pessoas que conheci e amizades que fiz durante o curso. Pessoas que vou levar para a vida.

E no último dia de aula ganhei um livro do professor, Adauri Bastos, que todo mundo conhece por Dau, e claro, pedi pra ele assinar! 😛 O nome do livro é Clandestinos na América. Depois que eu terminar a leitura posto a resenha aqui! 😉

Uma fotinho da nossa turma!

Com certeza agora me sinto muito mais preparada para atuar no mercado revisando textos.

Beijos e até a próxima.

O que rolou na Feira sobre o Mercado Editorial UERJ

Em 23.07.2016   Arquivado em Profissões

Pra quem não sabe, eu fiz um post aqui falando sobre a Feira Editorial que o Selo Editorial Lima Barreto fez em parceria com a UERJ. Ela rolou do dia 4 até ontem, dia 22. Infelizmente eu não pude ir todos os dias, mas fui no máximo de dias que eu consegui abrir buracos na minha rotina.

Devo dizer que essa feira acrescentou muito pra mim e pra minha formação como profissional de Letras, enfim, me deu uma luz no fim do túnel, sabe? Aprendi bastante e pude ver que estou indo no caminho certo, tanto pra atuar no ramo editorial quanto pra me tornar uma autora futuramente.

Vou falar sobre alguns dias da feira aqui, não tem como falar de todos porque é muita coisa. Separei 3 dias que fizeram a diferença pra mim:

Dia 04 – A política do livro no Brasil

Palestrante: Aníbal Bragança (Editor-chefe da EdUFF)

Já escrevi aqui sobre algumas reflexões acerca de uma mesa de debate com o Aníbal Bragança, que é o editor-chefe da EdUFF.

Dia 05 – Construção de carreira literária

Palestrantes: Flávia Iriarte (Ed. Oito e meio) / Flávio Carneiro (UERJ) / Marianna Soares (MTS agência literária) / Renata Frade (Punch!) / Valéria Martins (Oásis Cultural)

Meu! É muito bom ter contato com quem trabalha há muito tempo na área que você quer estar inserido. É muito bom poder aprender, escutar as experiências, escutar os tombos e como as pessoas se levantaram. É muito bom absorver um pouquinho do conhecimento deles. Eu saí dessa palestra assim: super feliz e satisfeita com tudo que aprendi.

Ri um bocado com a história da Flip da Flávia sobre a escritora da casa Juliana Frank, que cara, se fosse eu no lugar dela teria chorado, mas ela está tentando tirar o suco dos limões que deram pra ela. Rs…

Aprendi sobre o que é um agente literário, a importância de um leitor beta com experiência, que possa te ajudar de verdade no que você está escrevendo. Aprendi sobre pessoas que podem te aconselhar onde você precisa melhorar, te dar dicas de leitura, até que seus textos estejam maduros para a publicação. Aprendi que hoje em dia qualquer pessoas pode fazer uma autopublicação, mas que nem sempre isso é saudável, poque nem sempre o que você acha que é bom, está realmente bom para ser publicado. E que cada escritor encontra seu caminho, e que é preciso ter paciência, porque muitas vezes demoram anos até que você consiga uma editora que te acolha.

Foi um dia muito produtivo!!! Amei!!! <3

Dia 07 – Publicação em editoras comerciais

Palestrantes: Flávio Izhaki / Iris Figueiredo / Jana Montenegro

Pra quem não conhece, a Jana Montenegro é autora de vários livros, e agora é autora pela Novo Conceito. O que vocês talvez não saibam é que eu conheci a Jana na época da faculdade. Rs… Enquanto ela fazia Letras na UFRJ, eu fazia Arquitetura lá também (ou perdia meu tempo na Arquitortura, depende do ponto de vista). Eu me lembro exatamente o dia que eu a conheci, porque nós tínhamos alguns amigos em comum, e eles ficaram insistindo pra eu ir até o prédio de Letras. Esse fato poderia ter passado despercebido na minha vida e na minha memória, mas foi marcante por 2 motivos: eu nunca ia até o prédio de Letras e era dia de festa junina pra eles, o prédio estava cheio de bandeirinhas, forró no último volume e um frio do cão. Esses pequenos detalhes não me fizeram esquecer o dia que eu conheci a Jana, uma estudante de Letras roqueira no meio de um monte de gente dançando forró. Rs…

Anos depois e eu reencontrei Jana, agora formada, fazendo mestrado, dando palestra na feira editorial da UERJ e autora consagrada no mercado. E eu sendo estudante de Letras, como deveria ter sido desde o começo. Rs… Mas assim é a vida.

Foi bom reencontrá-la, foi bom ouvir o que ela tinha a dizer e foi ótimo ter tido a oportunidade de ter um livro assinado por ela, que vou guardar na minha estante com muito carinho (a resenha vou publicar aqui no blog).

Eu, @jandamontenegro e meu livro autografado. ? #novoconceito #novaspaginas #book

A photo posted by Mariana Abramo (@mariabramo) on

Outros dois escritores que estavam lá no dia da Jana também foram muito legais: a Iris Figueiredo e o Flávio Izhaki (que eu conheci lá na hora). A Iris eu conheci por acaso na internet. Procurando coisas sobre o Mercado Editorial, achei um vídeo dela no YouTube falando sobre o curso na UFRJ (que é o mesmo prédio da Arquitetura que eu fazia e eu nunca soube) e através desse vídeo eu conheci o blog e todo o resto que ela faz. Fiquei tão fã que add ela no Facebook. E pasmem: quando ela me viu na feira ela me reconheceu do Facebook! Yesssss! Pena que não tirei foto com ela! :(

E pra completar, saí de lá com 2 livros! Gente… Nunca ganho nada em sorteio! 😀

Enfim, todos os dias e todas as palestras foram muito especiais. Quem não foi, com certeza perdeu uma ótima oportunidade de aprender bastante e fazer contatos profissionais.

Beijos e até a próxima.

Sobre a formação de leitores no Brasil

Em 15.07.2016   Arquivado em Maternidade

Essa semana que passou agora, assisti uma mesa de debate maravilhosa na Feira Editorial da UERJ, que me inspirou muito. Foi com o Aníbal Bragança, que é o editor-chefe da Eduff. Um assunto em especial me marcou bastante, que foi sobre a formação de leitores no nosso país.

Em primeiro lugar, devemos compreender que o Brasil ainda está muito aquém em quantidade e qualidade de leitura, se compararmos com outros países, principalmente mais desenvolvidos. É triste saber que, apesar de alguns locais específicos no Brasil terem uma média de leitura que se compara à Europa, o resto do país mal sabe ler.

A maioria dos municípios do Brasil não têm bibliotecas públicas também. E pasmem, mesmo no Estado do Rio de Janeiro não temos bibliotecas públicas em todos os locais. Se aqui no RJ não tem, imagina mais pro interiorzão do país?

Esse é realmente um assunto muito sério, que desdobra em muitos outros. Pessoas que não têm acesso à leitura, que não têm capacidade de ler textos longos, que não têm acesso ao livro e à informação (e muitas vezes à educação). Fui escutando tudo aquilo e foi batendo um desespero, um aperto no coração, por me dar conta de repente, que apesar de não ser rica, eu estou numa fatia privilegiada da população, porque a realidade do brasileiro é bem diferente da minha em relação a isso. Eu tenho acesso às faculdades públicas mais conceituadas do país, tenho acesso à livros e internet, cresci com livros à minha volta. Por um momento me senti culpada por ter isso. Mas na verdade a questão não é essa. A questão é que todos deveriam ter as mesmas oportunidades.

Chegamos a um ponto crítico no debate, que foi discutido que há algumas maneira de se formar um leitor:
Exemplo dos pais;
Uma professora querida que conseguirá ter sucesso com você;
Chutar a porta e sair entrando.

Acredito que o exemplo dos pais é a melhor saída. É o cenário ideal, inclusive. Se você cresce em um ambiente com livros, se você tem livros desde pequeno e se você vê seus pais lendo como hobby, automaticamente o livro já vai fazer parte da sua vida. Você irá conceber uma ideia de que o livro não é massante nem obrigação. Ele é prazeroso, afinal seus pais usam como distração. Se a criança tem esse tipo de contato, provavelmente crescerá com uma probabilidade maior de ser um leitor (e quem sabe escritor, dependendo da vocação). Mas sejamos realistas: para isso, pais precisam ser leitores, e pais precisam comprar livros pra si e pros filhos. E essa, infelizmente, é a fatia menor da população.

A segunda possibilidade seria uma professora que ama seu magistério e quer fazer a diferença. Aqui, sabemos o trabalho, o suor e as lágrimas que são derramadas. Uma professora não consegue atingir toda a sua turma. Aliás, se ela faz diferença na vida de um aluno naquele ano, já é motivo de orgulho. É muito mais difícil você formar um leitor quando não tem o exemplo de casa, e quando a criança tem acesso ao livro como um objeto de “repressão”. Ele precisa parar de brincar, parar de falar, parar de pensar na morte da bezerra e precisa olhar pro livro. Precisa. É assim que ele é ensinado. Tem que haver muita sensibilidade de um professor para fazer projetos de leitura onde consiga desmistificar toda essa imagem errada intrínseca ao livro. E pra isso, como dizem por aí, é tiro, porrada e bomba.

A terceira e a mais improvável, seria alguém, por vontade própria, em idade já avançada, onde consegue fazer suas próprias escolhas, ESCOLHER ser leitor. E meter o pé na porta da vida e dizer pra si mesmo: EU VOU LER. Não importa se na infância não teve exemplo dos pais, nem acesso aos livros ou a um professor que quisesse (ou conseguisse) fazer diferença. Improvável, mas possível. Aí a pessoa rema contra a maré, faz um esforço hercúleo pra sentir facilidade e prazer em algo que deveria ter adquirido lá atrás. Mas entenda: é possível.

É um assunto tão complexo e delicado. Toda essa conversa na UERJ, inclusive, me fez perceber que meu filho tem sido a fatia menor da população também, porque aos 2 anos ele já tem uma mesa de leitura e uma prateleira com muitos exemplares. E me vê lendo bastante. Quando estou deitada lendo, ele vai até a prateleira dele, escolhe um livro e deita do meu lado. E fica me cutucando, pra compartilhar a leitura: “Olha mamãe! A aranha! A baleia!” E eu fico dividida entre continuar lendo meu livro ou parar o meu pra ler com ele.

Enfim… Ainda tenho a esperança, lá no fundinho do meu coração, que um dia as coisas vão melhorar. E que meu filho não vai ser a exceção. E que cada um poderá dizer que tem um livro preferido na vida.

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