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30 lições que aprendi em 30 anos de vida – Parte 2

Olá galerinha! Ontem foi meu aniversário de 30 anos!!! Comecei a fazer um post sobre as 30 lições que aprendi em 30 anos de vida, mas como ficou muito grande, dividi em 2 partes. Hoje é a parte 2: do 16 ao 30. 😉 Bora?

16 – Devemos amar as pessoas como são hoje, não esperar mudança pra amar

Essa é aplicável principalmente às pessoas da nossa família, que são aquelas que a gente não tem como fugir. Quando é um amigo ou namorado, se a gente não concorda em como a pessoa é, a tendência é procurar outro que substitua. Mas na família não tem jeito. Sua mãe vai continuar sendo sua mãe, seu pai vai continuar sendo seu pai, seus irmãos vão continuar sendo seus irmãos (etc etc etc) até o fim da sua vida, você gostando disso ou não.
Então nesse caso, não espere que a pessoa melhore, ou não condicione um melhor relacionamento à alguma outra coisa. No dia que meu primo não fizer mais isso, poderemos nos aproximar de novo. NÃAAAAO! E se ele nunca mudar? Pro resto da sua vida não vai mais falar com ele? É isso mesmo?
Eu acredito que nós viemos a esta Terra com a família que tínhamos que vir, que ia dar a medida certinha pra gente desenvolver nossos melhores atributos, mas sem ser insuportável. É isso. Vá lá. O perdão é uma escolha (e é libertador). Abrace seu primo. Se aproxime dele. Ame mesmo que ele tenha um monte de defeitos. A vida é muito curta pra ser desperdiçada com tanta picuinha.

17 – O melhor consolo pro sofrimento é servir

Quando eu perdi meu filho, as pessoas queriam me poupar. Não deixavam eu fazer nada. Eu chegava em um lugar e as pessoas me ofereciam uma cadeira, sempre diziam que eu podia ficar à vontade, não precisava ajudar. A verdade é que cresci aprendendo o valor do trabalho, e me sentia uma inútil. Quanto menos você faz, mais sua cabeça fica livre pra pensar na dor. Por outro lado, se você levanta e faz alguma coisa, não tem muito tempo de pensar naquilo. Não quero dizer com isso que devemos simplesmente seguir a vida e atropelar o sofrimento, fingir que ele não existe, porque essa não é solução pra nada na vida. Mas quando nos sentimos úteis, quando fazemos outra coisa, não nos entregamos à dor. E mais: quando temos a oportunidade de servir outras pessoas e escutar o quanto elas sofrem, muitas vezes nos damos conta que nós somos tão egoístas com nosso sofrimento.
Me lembro de uma vez que tinha brigado com minha mãe em casa (eu ainda era solteira), e algumas horas depois eu tinha combinado com uma amiga de procurar alguns membros da minha igreja que estavam na lista de chamada mas nunca tínhamos visto. Descobrimos que aqueles endereços eram em uma favela perto da nossa casa. Subimos o morro e achamos aquelas pessoas, que moravam em um local muuuuito humilde, chão de terra batida, não tinha banheiro dentro da casa, e não tinha nenhuma comida, mesmo cheio de crianças. Naquele dia eu me senti útil, e naquele dia eu aprendi um pouquinho o que é o sofrimento. Não consigo imaginar uma mãe ver um filho chorando de fome e não ter o que dar pra ele comer. Voltei pra casa e fiz as pazes coma minha mãe. Até hoje não me lembro qual era o motivo da nossa briga.

18 – Saber reconhecer seus limites é uma dádiva

Não sei se eu já contei aqui, mas teve um tempo que eu andava tão sobrecarregada de tarefas que eu apagava. Eu desmaiava mesmo, meu corpo falava Game Over pra mim. Já desmaiei no banheiro do trabalho, na rua… Enfim. Tinha muito medo de andar sozinha porque não sabia aonde eu poderia apagar. Quando fui pra psicóloga ela me explicou que eu estava acumulando mais tarefas do que eu era capaz de suportar. Ela pediu pra eu listar tudo que eu estava envolvida que eram obrigações e tudo que eu estava envolvida que eram catarse (coisas que me faziam relaxar). Descobri que minha lista das obrigações virava a folha, mas as catarses não existiam. Foi quando ela falou pra eu priorizar o que era importante. Não dá pra abraçar o mundo. Ninguém consegue fazer tudo. Temos que saber nossos limites.

19 – Assim como o trabalho enobrece, a pausa reconstitui

Aí vem o complemento da 18. Ninguém vive só de responsabilidade. Momentos de relaxamento não é perda de tempo, é equilíbrio. Minha psicóloga mandava eu repetir: "O que seria da música se não fosse a pausa?". E é verdade. O que faz o ritmo é a pausa. Sem ela, a música seria uma sucessão de notas sem muita importância ou beleza. Parar e descansar reconstitui nosso emocional e físico. Momentos de prazer nos dão ânimo pra aguentar os momentos de estresse e responsabilidade. Encontrar o equilíbrio é a chave pra uma vida mais tranquila e harmoniosa.

20 – O "não" é preciso

E agora o complemento da 18 e 19. Muitas vezes abraçamos o mundo e não temos tempo pra pausa porque acumulamos muitas coisas pra si por simplesmente não saber dizer não. Quantas vezes as pessoas vieram até mim jogando aquele migué (caraca, isso é gíria do Rio, espero que vocês entendam o sentido rsrs) e eu não consegui recusar!!! Depois ficava me lamentando porque eu tinha pego uma coisa pra fazer que claramente ia enrolar minha vida. E ficava com medo da pessoa se chatear comigo se eu recusasse. Mas a verdade é que precisamos saber até onde podemos ir, e a partir dali, não podemos passar. Aprender a dizer não é um exercício diário. Ninguém fala sim pra mim o tempo todo. Eu tenho que conviver com o não das pessoas e nem por isso deixo de gostar delas. Por que as pessoas não pdoem conviver com meu não de vez em quando? Claro que podem! E mais: elas sobreviverão!

21 – Lutar com afinco é importante, saber a hora de desistir também

E agora lacrarei com a 21… rsrsrs… Lembra quando eu falei na 18 que a psicóloga falou pra eu listar todas as minhas responsabilidades e priorizar? Pra arrumar tempo pra pausa e pro relaxamento, eu precisaria desistir de algumas coisas, porque o dia não ia aumentar de tamanho pr eu encaixar mais coisas. Por isso aprendi que lutar é importante, e saber a hora de me retirar é sabedoria. Não é fracasso. É apenas prioridade. Posso retomar muitas das coisas que resolvi cortar da minha lista em um momento futuro, quando as de hoje já não tiverem mais importância ou tiverem sido concluídas. 😉

22 – A minha aparência não é determinante pro meu estado de espírito

Minha aparência é muito importante pra mim, mas ela não pode determinar se estou feliz ou triste. Isso eu aprendi mas muitas vezes na prática ainda não consigo aplicar completamente na minha vida. Se estou gordinha, se aparece uma espinha, se o vestido não caiu bem, paciência. Tenho que aprender a me amar, apesar do número que a balança me conta. Se quero fazer algo por isso, ótimo, mas não posso ficar triste. Não posso deixar me abater por causa da minha aparência. Tenho que aprender a lutar pela aparência que eu quero, sem ficar triste pelo que sou hoje. Repetindo: tenho que aprender a me amar, apesar do número que a balança me conta.

23 – A cada minuto que passa, sua morte está mais perto

Aprendi com uma grande amiga a ver a vida de uma outra maneira. Contei sobre isso aqui. A cada minuto que passa, estamos mais perto do fim da jornada. A hora de arrependimento é agora. A hora de fazer diferente é agora. A hora de dizer eu te amo praquela pessoa, é agora. Não sabemos se daqui a 5 minutos não estaremos mais aqui, por isso, a hora de fazer alguma coisa, é agora.

24 – Ninguém chega a lugar nenhum sem ralar muito

Eu tenho um pouco de afliceta quando alguém demonstra inveja, desprezo ou despeito por uma pessoa que hoje está bem sucedida. Praquela pessoa chegar onde está, só ela sabe quantos sacrifícios fez. Às vezes temos sorte? Sim. Outras vezes estamos em uma situação que as portas se abrem mais facilmente? Sim também. Mas isso não tira o mérito da luta pra chegar a algum lugar. Cada um tem sua luta, mas todos precisam ralar pra chegar onde querem. E se você pensa no Cristiano Ronaldo que ganha milhões pra chutar uma bola, vai lá ver quantas vezes ele jogou apesar da dor, quantas horas ficou treinando e superando os próprios limites. É um salário exorbitante? Sim, com certeza. Mas cada um tem seus talentos. Foca em você e luta. Não olha pro lado.

25 – Não se irritar e não se ofender é uma escolha

Quando escutei pela primeira vez sobre isso eu achei um absurdo. Mas depois de muito tempo refletindo, eu vi que realmente é verdade. Sabe aquela história de "se um não quer, dois não brigam"? É isso mesmo. A pessoa pode falar ou fazer o que quiser. Mas a escolha de se ofender ou não é sua. Ponto final.

26 – A mulher dita o tom da casa

Wooow! Essa é a mais pura verdade. Se a mulher é briguenta, os filhos serão briguentos e agitados, e o clima da casa será pesado. Se a mãe é amorosa, o clima da casa será acolhedor e as crianças tendem a ser mais calmas. Isso é fato, e eu vejo os exemplos em muitas famílias amigas e mesmo comigo.
Quando a mãe está feliz, parece que toda a casa tem uma aura alegre. Se a mãe está triste, a aura da casa fica assim também. O que uma mulher faz dentro de seu lar reflete diretamente na família toda.

27 – Planejamento e diligência pra alcançar as metas do planejamento fazem você ir muito mais longe

Meta sem planejamento é sonho. Sonhar é lindo, tudo bem. Mas pra meta ser alcançada, é preciso que você seja prática e numere quais os passos que você precisa até alcançar aquilo. Planejar e executar com diligência. Não é fácil, é trabalhoso e muitas vezes doloroso e cansativo, mas vale a pena quando você chega lá.

28 – Às vezes a solução pode estar onde você menos espera

Cara… Quantas vezes me surpreendi por achar uma solução de um problema onde eu nunca teria imaginado. Isso só serve pra me mostrar que quando a gente fica bitolado focando só em uma coisa, a gente empaca. Quando abrimos nossa visão pras coisas à volta, podemos simplificar nossa vida e solucionar os problemas com uma coisa que nunca teríamos imaginado antes.

29 – Você é responsável pela sua vida

A menos que você tenha sido sequestrada e ficado presa por 15 anos num cativeiro subterrâneo como a Kimmy, ou que você estivesse em um relacionamento abusivo onde você não tinha poder sobre o que fazer, não tem muita desculpa. Você traça seu caminho. Se você não está onde queria, não é o que queria ser, não tem o que queria ter, foi você que trabalhou pra isso (ou simplesmente não fez nada pra alcançar). É duro e triste. Ms é verdade. Cada um traça seu caminho.

30 – A felicidade é um estado de espírito

Quantas vezes nós não choramos vendo o Globo Repórter com pessoas sofrendo, doentes, passando por muita dificuldade financeira, e dando uma lição de moral no nosso egoísmo? Nós pensamos: "Nossa! Como ela consegue ser feliz mesmo passando por isso?". É simples: você escolhe ser feliz hoje, apesar das coisas ruins que acontecem, ou você escolhe ser feliz amanhã quando tudo estiver perfeito. E vão vir muitos amanhãs, e nada nunca estará perfeito. E sua vida terá passado e você terá sempre esperado um amanhã melhor que nunca chegou. Então, baby, ou você aprende a ser feliz hoje focando no que é bom e levando de boa as coisas ruins, ou sua vida vai passar e você nunca terá conseguido ser feliz como merece. A escolha é sua.

É isso. Beijos!

Metas para 2017
{Teatro} VeRo – Cia de dança Déborah Colker
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2 comentários
  • Victória Souza

    Nossa, arrepiei lendo tanta coisa linda! E realmente, apesar de tudo, a nossa felicidade depende só da gente né? Adorei o post!
    Beijos

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    Mariana Reply:

    verdade <3

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