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Cada uma tem o marido que mer… escolheu

marido

Quando eu penso em um casamento-modelo, uma referência de casamento na minha vida, penso nos meus avós paternos. Meu avô foi um refugiado da Segunda Guerra Mundial que chegou ao Brasil num navio de carga. Só falando italiano, ele ajudava no Porto do Rio por alguns trocados e comeu bananas por 1 mês inteiro, até aprender a falar algumas palavras em português para pedir comida de verdade e ter dinheiro pra pagá-las. Poucos meses depois, ele conheceu minha avó, uma carioca de 18 anos, na sala de espera do dentista. Assim como o normal e esperado para aquela época, meu avô pediu a mão da minha avó dizendo para meu bisavô tudo que podia oferecer à sua futura esposa e filhos. Viveram uma vida de sacrifícios, dores e alegrias juntos, e só se separaram quando a morte bateu à porta.

Me lembro de como eles dormiam de mãos dadas todos os dias, mesmo na sesta depois do almoço. Lembro de como eles eram companheiros. Mesmo com os defeitos da minha avó bem evidentes (meu avô de vez em quando ficava tão irritado com as fofocas que minha avó fazia, que ele dizia que quando ela morresse iam ser 2 caixões: um pra ela e outro pra língua dela) meu avô sempre teve paciência com ela, e ela com ele.

Assim que meu avô veio a falecer, minha avó começou a ter muitos problemas de saúde e começou a piorar cada vez mais. Poucos anos depois ela veio a falecer. Mesmo bem doentinha, eu cuidava dela e ela sempre expressava como sentia falta do meu avô e da vida deles dois juntos. Em momentos de descontração, ela ria dizendo que o sexo entre eles era muito bom. Hahaha… Eu rio com uma ponta de saudade até hoje dessas conversas. Meus avós me fazem muita falta.

Alguns acreditam que a família que a gente nasce é carma, sei lá. Eu acredito que nascemos na família que Deus escolheu pra nós e nós concordamos. Aquela família que ia ser desafiadora o bastante para suportarmos e ao mesmo tempo para desenvolvermos todo o nosso potencial de paciência, altruísmo e caridade. Não é fácil. Nunca vi alguém dizer que tem uma família fácil de lidar, todas têm seus pontos críticos.

Mas se por um lado não podemos escolher nossa família, e alguns até chegam a dizer que cada um tem a família que merece, por outro lado, cada uma tem o marido que escolheu.

A escolha do namorado, e depois marido, é uma escolha consciente. Você quer aquela pessoa do seu lado, você quer dividir uma vida com ela. Então, gatinhas, se você quer um casamento feliz, a melhor coisa que você pode fazer é observar bem durante o tempo que ainda estiverem solteiros. Um casamento desfeito no altar é menos pior do que casar com a pessoa errada.

A dica que eu posso dar é a seguinte: não olhe com seus olhos apaixonados e otimistas pra pessoa que você pretende passar o resto da vida. Olhe com os pés fincados no chão, e tente ver a realidade. Uma pessoa nunca será perfeita, mas algumas perguntas são importantes para medir:

Ele é meu amigo? Me escuta, me apoia?
Ele trata bem a família dele?
Os defeitos que ele tem eu posso suportar pro resto da vida?
As qualidades que ele tem superam os defeitos?
Eu me vejo com esse homem daqui a 70 anos, mesmo que ele nunca mude ou melhore?

Acho que essas são boas questões a serem levantadas por você antes de ter certeza. Porque afinal de contas, cada uma tem o marido que mer… escolheu. 😉

Espremendo tudo de um relacionamento falido
Namore o seu melhor amigo
Sei que meu relacionamento é abusivo quando…

7 comentários
  • Nana

    A história dos meus avós também é bem parecida, apesar do meu avô ter nascido no Paraná, toda a família veio da Polonia, refugiados. Meus avós se conheceram, casaram e viveram 40 anos juntos, era lindo o amor dos dois, tanto que, qd meu avozinho faleceu, 6 meses depois minha avó também nos deixou, de tanta saudade dele. Hoje em dia o amor é banalizado, o casamento virou uma coisa qualquer, é por isso que tantos casais se separam na primeira dificuldade, não tem paciência de construir um bom relacionamento. Ninguém é perfeito, todos temos defeitos, mas quem quer ficar junto, quem valoriza o amor, acerta os compassos e caminha junto. Quando existe amor, vale a pena ficar!
    Bjos, Mari!

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    Mariana Reply:

    😉

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  • Aninha

    Parece até que você escreve pra mim! Hahahaha… Olha, eu tive um relacionamento complicadinho quando estava na faculdade. No começo era tudo mil maravilhas. Depois, eu me fazia todas essas perguntas e a resposta para TODAS elas era não. E eu não conseguia terminar o relacionamento. Acho que a gente, principalmente quando tem uma primeira experiência de relacionamentos, tem muito medo de muitas coisas. Fui meio julgada na época em que terminamos, pois ele não "mostrava as garras" na frente dos outros. Mas hoje lendo esse post tenho certeza que fiz a escolha certa. Penso que se a pessoa não encontra motivos suficientes para, pelo menos tentar, ser melhor quando está namorando, imagina depois de casar? Enfim… Quase escrevi outro post aqui mas é isso! Beijos!

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    Mariana Reply:

    oi aninha! já passei por isso tb… hehehehe… vc stá certíssima… e o meu caso foi o mesmo: ele não mostrava as garras!
    então sempre era eu a errada pros outros… mas enfim 😛
    vamo que vamo hahahaha… bjos

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  • Anderson Glay

    Olá Mari seus posts são excelentes sobre a escolha da pessoa no casamento, se vai aceitar os defeitos dela e se vai conseguir conviver a dois um forte abraço.

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    Mariana Reply:

    que bom que gostou, glay 😉
    bjos

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