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Categoria "Documentários"

{Documentário} Amy

Hoje eu vi o documentário da Amy Winehouse no Netflix. E sinceramente, apesar de triste, só confirmou algumas coisas que eu já imaginava.

Amy cresceu numa família não muito favorável. Apesar de pais vivos, ela tinha sua avó paterna como exemplo. Sempre foi uma pessoa um pouco problemática por traumas de infância. Aos 18, quando realmente começou a dar alguns passos na carreira, ela já bebia muito e tinha a maconha como sua companheira, além de ter bulimia e se cortar.

Pra qualquer pessoa, tendo vindo de uma boa estrutura familiar ou não, já é difícil lidar com a fama quando ela acontece. Mas pra quem já vem desestruturado emocionalmente, realmente fica difícil de suportar.

Por muitos momentos no documentário ela falava que não aguentaria a fama, que se ela ficasse famosa de não poder andar mais na rua, se mataria. E foi mais ou menos isso que aconteceu.

Em certo momento, quando a bebedeira já estava bem forte, os produtores mesmo cogitaram internar Amy numa reabilitação, mas ela disse que só concordaria se o pai concordasse também. E o pai, pasme, olhou pra ela e falou que ela estava bem, que não via necessidade de Rehab. Então, naquele momento crucial, onde ela só tinha basicamente o problema com bebidas e ainda não usava drogas pesadas ainda, o pai decretou a morte dela com aquela frase.

Daí em diante, embora sua carreira artística estivesse melhorando a cada dia, pessoalmente ela estava só piorando. Mas sinceramente, acredito que realmente a cartada final pra ela foi ter conhecido Blake e ter se envolvido com ele. Porque até então, ela não era tão down daquele jeito. Mas ele trouxe até ela a cocaína, o crack e a heroína. Ele era destrutivo pra si mesmo e pra ela. Ele também vinha de uma família desestruturada, e os dois gritavam suas dores juntos. Se drogavam, se machucavam física e emocionalmente juntos, mas não conseguiam ficar separados. Amy estava obcecada por ele, e de repente, ele foi embora. Aí ela se afundou de vez. Até tentou ter um outro namorado, mas quando o álbum "Back to Black" estourou, Blake voltou pra ela como num passe de mágica. Você achou estranho? Pois foi isso mesmo que você pensou. Ele a usava pra comprar as drogas, e impedia que ela ficasse bem, porque se ela ficasse, não teria mais quem pagasse as drogas pra ele.

Certa ocasião, quando ela teve uma overdose e estava internada no hospital, durante a visita ele levou heroína pra ela. Ela quis ir pra reabilitação e ele só queria se estivesse junto com ela. E ele foi junto, e quando saíram juntos, ele levou ela direto pra um hotel e se drogaram até não poder mais. Ele foi levando ela cada vez mais pro fundo do poço, e o pior, no documentário, ele mesmo narra essas partes e conta tudo o que fez com ela, admitindo que ele apresentou todas essas drogas pra ela.

O relacionamento ficou bem abalado quando ele foi preso, e ela, em uma tentativa de ser feliz, foi fotografada com outro homem na praia. Ele da prisão, acusou a Amy de infidelidade e pediu o divórcio, processando ela, como se ele fosse o bonzinho.

Pra piorar, lembra aquele pai que disse que ela estava bem e não precisava de reabilitação? Era o mesmo pai que colocava ela desmaiada dentro do jatinho e levava ela pra todo o canto pra fazer mais shows, mesmo quando ela dizia que não queria. Em uma parte do documentário, ela fala pro pai: "É dinheiro que você precisa? Eu te dou dinheiro! Mas me deixe aqui descansar!"

E assim vemos que nenhuma pessoa nesse mundo é tão forte assim. E que as pessoas mais próximas são as que mais nos machucam e deixam marcas profundas. São essas que nos causam os verdadeiros traumas, porque estamos desarmadas contra elas. Como podemos imaginar que uma pessoa que supostamente deveria nos amar, nos faz tão mal?

É um documentário que eu aconselho que todos que tem filhos vejam. Porque mostra claramente como uma conduta errada de um pai que só visa dinheiro, junto com uma mãe omissa, podem fazer com um filho.

{Resenha do documentário} Blackfish
Resenha do documentário: Auschwitz – Inside the Nazi State