Categoria "Maternidade"

Princípios montessorianos para a educação do seu filho

Em 13.09.2016   Arquivado em Maternidade

Rodrigo vai fazer 3 anos agora em outubro, e essa faixa etária que ele está, dos 2 aos 4, é a fase mais importante para a educação, pois é aonde você causa os traumas mais profundos que vão seguir com ele pro resto da vida. Por esse motivo, eu tenho tido um cuidado redobrado com ele.

Há algum tempo eu venho pesquisando sobre educação montessoriana e tenho gostado bastante do que tenho descoberto. Essa semana que passou eu vi essa lista sobre os 15 princípios básicos da técnica ou estilo montessoriano de educar os filhos e achei fantástico. Concordo com todos os tópicos. Por isso, estou colocando pra vocês aqui.

1) Lembre-se sempre de que a criança aprende com o que está ao seu redor. Seja seu melhor modelo.

2) Se você critica muito o seu filho, a primeira coisa que ele aprende é julgar.

3) Por outro lado, se você o elogia regularmente, ele vai aprender a valorizar.

4) O que acontece se você mostrar a sua hostilidade à uma criança? Ela vai aprender a brigar.

5) Se for ridicularizada com frequência, a criança se tornará uma pessoa tímida.

6) Ajude seu filho a crescer se sentindo seguro em todos os momentos, e ele aprenderá a confiar.

7) Se você menospreza o seu filho frequentemente, um sentimento muito negativo de culpa irá se desenvolver nele.

8) Faça seu filho ver que as ideias e opiniões dele são sempre aceitas, assim, ele se sentirá bem consigo mesmo.

9) Se a criança vive em uma atmosfera onde se sente cuidada, integrada, amada e necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.

10) Não fale mal de seu filho nem quando ele está perto e nem quando está longe.

11) Concentre-se no fato de que seu filho está crescendo e se desenvolvendo da melhor forma possível. Valorize sempre o lado bom da criança, para que nunca haja espaço para o mal.

12) Sempre ouça ao seu filho e responda quando ele se aproximar de você com uma pergunta ou um comentário.

13) Respeite seu filho, mesmo que ele tenha cometido um erro. Apoie-o e corrija-o, agora ou talvez um pouco mais tarde.

14) Você deve estar disposto a ajudar seu filho se ele estiver a procura de algo, mas também deve estar disposto a deixá-lo encontrar as coisas sozinho.

15) Quando falar com o seu filho, faça-o sempre da melhor maneira. Ofereça a ele o melhor que há em você.

Maravilhoso, não é? Estou com vontade de fazer um quadro e colocar no meu quarto, pra eu não me esquecer.

Algumas frases de Maria Montessori

“Quando uma criança se sente confiante, ela deixa de buscar a aprovação dos adultos a cada passo.”

“Ajude-me a agir por mim mesmo.”

Sobre a formação de leitores no Brasil

Em 15.07.2016   Arquivado em Maternidade

Essa semana que passou agora, assisti uma mesa de debate maravilhosa na Feira Editorial da UERJ, que me inspirou muito. Foi com o Aníbal Bragança, que é o editor-chefe da Eduff. Um assunto em especial me marcou bastante, que foi sobre a formação de leitores no nosso país.

Em primeiro lugar, devemos compreender que o Brasil ainda está muito aquém em quantidade e qualidade de leitura, se compararmos com outros países, principalmente mais desenvolvidos. É triste saber que, apesar de alguns locais específicos no Brasil terem uma média de leitura que se compara à Europa, o resto do país mal sabe ler.

A maioria dos municípios do Brasil não têm bibliotecas públicas também. E pasmem, mesmo no Estado do Rio de Janeiro não temos bibliotecas públicas em todos os locais. Se aqui no RJ não tem, imagina mais pro interiorzão do país?

Esse é realmente um assunto muito sério, que desdobra em muitos outros. Pessoas que não têm acesso à leitura, que não têm capacidade de ler textos longos, que não têm acesso ao livro e à informação (e muitas vezes à educação). Fui escutando tudo aquilo e foi batendo um desespero, um aperto no coração, por me dar conta de repente, que apesar de não ser rica, eu estou numa fatia privilegiada da população, porque a realidade do brasileiro é bem diferente da minha em relação a isso. Eu tenho acesso às faculdades públicas mais conceituadas do país, tenho acesso à livros e internet, cresci com livros à minha volta. Por um momento me senti culpada por ter isso. Mas na verdade a questão não é essa. A questão é que todos deveriam ter as mesmas oportunidades.

Chegamos a um ponto crítico no debate, que foi discutido que há algumas maneira de se formar um leitor:
Exemplo dos pais;
Uma professora querida que conseguirá ter sucesso com você;
Chutar a porta e sair entrando.

Acredito que o exemplo dos pais é a melhor saída. É o cenário ideal, inclusive. Se você cresce em um ambiente com livros, se você tem livros desde pequeno e se você vê seus pais lendo como hobby, automaticamente o livro já vai fazer parte da sua vida. Você irá conceber uma ideia de que o livro não é massante nem obrigação. Ele é prazeroso, afinal seus pais usam como distração. Se a criança tem esse tipo de contato, provavelmente crescerá com uma probabilidade maior de ser um leitor (e quem sabe escritor, dependendo da vocação). Mas sejamos realistas: para isso, pais precisam ser leitores, e pais precisam comprar livros pra si e pros filhos. E essa, infelizmente, é a fatia menor da população.

A segunda possibilidade seria uma professora que ama seu magistério e quer fazer a diferença. Aqui, sabemos o trabalho, o suor e as lágrimas que são derramadas. Uma professora não consegue atingir toda a sua turma. Aliás, se ela faz diferença na vida de um aluno naquele ano, já é motivo de orgulho. É muito mais difícil você formar um leitor quando não tem o exemplo de casa, e quando a criança tem acesso ao livro como um objeto de “repressão”. Ele precisa parar de brincar, parar de falar, parar de pensar na morte da bezerra e precisa olhar pro livro. Precisa. É assim que ele é ensinado. Tem que haver muita sensibilidade de um professor para fazer projetos de leitura onde consiga desmistificar toda essa imagem errada intrínseca ao livro. E pra isso, como dizem por aí, é tiro, porrada e bomba.

A terceira e a mais improvável, seria alguém, por vontade própria, em idade já avançada, onde consegue fazer suas próprias escolhas, ESCOLHER ser leitor. E meter o pé na porta da vida e dizer pra si mesmo: EU VOU LER. Não importa se na infância não teve exemplo dos pais, nem acesso aos livros ou a um professor que quisesse (ou conseguisse) fazer diferença. Improvável, mas possível. Aí a pessoa rema contra a maré, faz um esforço hercúleo pra sentir facilidade e prazer em algo que deveria ter adquirido lá atrás. Mas entenda: é possível.

É um assunto tão complexo e delicado. Toda essa conversa na UERJ, inclusive, me fez perceber que meu filho tem sido a fatia menor da população também, porque aos 2 anos ele já tem uma mesa de leitura e uma prateleira com muitos exemplares. E me vê lendo bastante. Quando estou deitada lendo, ele vai até a prateleira dele, escolhe um livro e deita do meu lado. E fica me cutucando, pra compartilhar a leitura: “Olha mamãe! A aranha! A baleia!” E eu fico dividida entre continuar lendo meu livro ou parar o meu pra ler com ele.

Enfim… Ainda tenho a esperança, lá no fundinho do meu coração, que um dia as coisas vão melhorar. E que meu filho não vai ser a exceção. E que cada um poderá dizer que tem um livro preferido na vida.

Quando meu filho vai parar de babar?

Em 13.01.2016   Arquivado em Maternidade

Olá galerinha, tudo bem?

Uma coisa que eu me preocupo muito com meu filho (e vocês já devem ter percebido isso) é com o desenvolvimento do Rodrigo. E uma das coisas é que meu filho baba até hoje. Claro que não como quando ele era mais bebê, mas eu juro que não achei que aos 2 anos Rodrigo ainda iria babar. Achei que isso estava reservado a bebês de 6 meses a 1 ano, no máximo. Mas o tempo foi passando e a babação continuou.

Há algumas semanas levei a mini pessoal ao pediatra e falei sobre isso. Na mesma hora ele deitou o Rodrigo, abriu a boquinha dele e descobriu 4 molares nascendo ao mesmo tempo. Eu fiquei assustada, e descobri também o motivo dele ficar passando a língua na gengiva o tempo todo.

Cheguei em casa me sentindo um pouco culpada, por não ter tido a sensibilidade de prever que com 2 anos ainda nasceriam mais dentes na boca dele, e descobri uma tabela de dentição infantil na internet. Dá uma olhada:

No final das contas, cheguei realmente à conclusão de que meu filho só vai ficar com a baba dentro da boca quando pararem de nascer 30 dentes por mês nele… hahaha…

Bebê dodói no Natal

Em 24.12.2015   Arquivado em Maternidade

Essa foto foi logo no primeiro dia, que só tinham manchas pelas costas e pernas. Depois alastrou em tudo, até no rosto.

Não tem coisa pior do que um filho doente. Em época de festas ainda por cima, é pior ainda.

De sábado pra domingo apareceram algumas manchinhas no corpo do Rodrigo, mas eu achei que era mordida de mosquito, pois ele fica empolado como eu. Ao voltar da igreja ele foi tirar a sonequinha da tarde, e quando acordou, as manchas tinham se alastrado pelas costas toda!! Super preocupada, levei ele a uma emergência pediátrica num bairro próximo, que o pediatra dele indicou. A pior parte é quando dizem pra você que seu filho está com suspeita de Zika, e você não pode fazer nada pra tirar aquilo dele.

Desde esse dia estou sem dormir direito, sem trabalhar direito, sem fazer qualquer coisa direito. Quando nossa cria tá doente, a gente fica desnorteada. Ainda mais sendo a Zika (que até agora não confirmaram, só dizem que é uma virose e possivelmente a Zika), porque se sabe tão pouco sobre a doença e os efeitos colaterais que podem causar.

As manchas têm estado pelo corpo inteiro, incluindo rosto. Está com febre baixa, falta de apetite, normalmente só quer líquidos, diarreia bem fedorenta e mal estar. Ele fica tentando dormir mas por causa do mal estar ele acorda chorando toda hora. Ainda tem o calor pra agravar a situação.

Só sei de uma coisa: Natal com meu bebê doente não é Natal.

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