Categoria "Religião"

30 coisas pelas quais eu sou grata

Em 27.04.2015   Arquivado em Religião

Essa sexta é meu aniversário de 30 anos, por isso comecei a refletir sobre muitas coisas na minha vida. Resolvi fazer uma lista de 30 coisas pelas quais eu sou grata.

Sou grata…

…por meus filhos.
…por toda a minha família.
…pela oportunidade de estudar.
…por meus amigos.
…por saber que posso orar e ser escutada e respondida.
…por saber que posso voltar a viver com todos os meus familiares um dia, e pra toda a eternidade.
…por Deus me ajudar a levantar da cama com vontade de batalhar todo dia.
…por meu blog.
…por fazer coisas que gosto.
…por toda a oportunidade de arrependimento. Porque posso começar de novo, do zero.
…pelo ar que eu respiro.
…pela comida, que embora eu não veja como fartura, sei que é muito farta se compararmos com toda a comida que muitos têm.
…pela minha saúde.
…por todo o aprendizado que eu tive na Igreja, que me ensinou a ser uma pessoa melhor.
…pela oportunidade de progredir a cada dia.
…pelos professores que foram um exemplo pra mim e me ensinaram o valor do estudo.
…por todos os livros que chegaram até mim, porque eu tenho sede de conhecimento.
…por quem inventou o óculos de grau, sem ele eu não conseguiria nem pegar um ônibus hahaha…
…pela bondade de muitas pessoas que estenderam a mão pra mim nos momentos de maior dor física e emocional.
…pelo dinheiro que eu tenho. Pode não ser muito, mas com certeza sou muito afortunada.
…por viver em um país onde cada um pode professar suas crenças sem ser torturado ou morto por isso.
…por todos os finais de semana… rsrsrs…
…e por todos os feriados.
…e por ter nascido em um ferido e nunca precisar trabalhar ou ir pra escola nesse dia tão especial.
…por todos os sorrisos sinceros e abraços apertados que já ganhei.
…pela natureza, que me deixa de alma lavada.
…por todas as dores físicas que passei, pois me tornaram mais fortes pra aguentar a dor do parto.
…por poder me expressar artisticamente de várias formas, pois essas formas de expressão são minha catarse.
…por poder andar de bicicleta.
…pelo pôr-do-sol e barulho das ondas. Juntos, formam a combinação perfeita.

{Uma mulher para admirar} Irena Sendler

Em 04.01.2015   Arquivado em Religião

Em tempos onde as mulheres admiradas vestem roupas menores que o necessário, fazem gestos obscenos e apologia às drogas e sexo, eu fico pensando onde esse mundo vai parar. Se antes, as pessoas usavam como exemplo pessoas boas que faziam pequenas e generosas ações, hoje a maioria usa como exemplo as “glamourizadas” com bastante dinheiro, ostentação, indo pra reabilitação de tempos em tempos e algumas sendo presas. Essas mulheres trocam de namorado e até de marido como quem troca de roupa e eu vejo os valores tão distorcidos que fico um pouco perdida no meio disso tudo.

Como eu não me importo em ir na contra-mão da vida, não me importo de remar o barco contra a maré, de vez em quando (uma vez por mês? sei lá… ainda não defini direito isso) vou mostrar algumas mulheres admiráveis, mas pelos motivos certos.

E pra estrear nossa nova coluna, não podia deixar de ser a Irena Sendler. Ela foi conhecida como o Anjo do Gueto da Varsóvia. Quem acompanha o blog sabe que eu já falei (aqui, aqui e aqui) que eu amo ler sobre história e a Segunda Guerra Mundial tem um lugar grande no meu coração, sadicamente. Irena Sendler foi uma assistente social que vivia nos arredores do Gueto, na Varsóvia, na época em que os nazistas estavam levando judeus e outras minorias pros campos de concentração.

Apavorada com o destino das pessoas, e principalmente das crianças, ela começou a arriscar a própria vida pra salvá-los. Com credenciais do Gabinete Sanitário, ela entrava no Gueto com a desculpa de fazer verificações para não ter epidemia de tifo, mas chegando lá ela entrava em contato com as famílias judias que logo seriam levadas aos campos. Ela tentava convencer os pais a levar seus filhos e entregar pra outras famílias que quisessem recebê-los, pra que não fossem levados aos campos. Com essa luta muda, Irena conseguiu salvar mais de 2500 crianças, levando pra fora do Gueto dentro de caixões, sacos de defuntos, cestas de lixo, malas e como pudesse.

A cada criança salva, ela anotava o nome verdadeiro, o novo nome que a criança recebia e pra onde ela ia, e colocava em um vidro. Durante uma revolta na guerra, ela precisou enterrar esse vidro no jardim de uma vizinha pra não ser achado. Irena ainda foi presa e torturada pela Gestapo, mas não contou nada, nem entregou ninguém que a tivesse ajudado. Foi condenada à morte, e um dia antes de sua execução, um oficial da Gestapo a pegou pra um interrogatório, mas na verdade abriu a porta pra ela fugir. E assim sobreviveu Irena Sendler, até 2008, quando faleceu.

Não consigo sequer imaginar realmente viver tudo que ela viveu. Só de pensar naquela época negra da guerra eu fico com nó no estômago. Como mãe, fico imaginando como deve ter sido difícil deixar seu filho ir embora com uma pessoa desconhecida, sem saber pra onde ia e nem se sobreviveria. Mas ficar com o filho significava com certeza a morte. Não consigo ter uma real noção do tamanho do sofrimento, mas posso imaginar. Como mulher, tenho que dizer que Irena foi muito homem. Mais homem do que muita gente com documentos balançando por aí. Como cristã, posso dizer que essa é a verdadeira caridade, amar o próximo como a ti mesmo, dar sua vida se fosse preciso, pelo seu próximo. Uma mulher admirável. Quando crescer, quero ser um décimo do que ela foi. 😉

Quem quiser ver mais detalhadamente, na Wikipedia tem um documento bem completo dela.

Quem quiser ver o filme da história dela, é só dar o play.

E vocês? Que mulheres vocês admiram? 😉

Feliz Natal

Em 24.12.2014   Arquivado em Religião

Que essa história possa nos ajudar a lembrar o verdadeiro espírito de Natal:

Quando pensamos no Natal, geralmente pensamos em dar e receber presentes. Embora os presentes possam fazer parte de uma tradição acalentada, podem também ofuscar a dignidade simples da época e desviar nossa atenção da celebração do nascimento de nosso Salvador de um modo significativo.

Sei, por experiência própria, que os Natais mais marcantes podem ser também os mais simples. Os presentes de minha infância foram, sem dúvida, modestos pelos padrões atuais. Às vezes, ganhávamos uma camisa remendada ou um par de luvas ou de meias. Lembro-me de um Natal em particular em que meu irmão me deu uma faca de madeira que ele havia esculpido.

Não são os presentes caros que dão significado ao Natal. Lembro-me de uma história contada pelo Élder Glen L. Rudd, que (…) ficou sabendo por intermédio de um líder eclesiástico que uma família necessitada se mudara recentemente para a cidade. Ao visitar o pequeno apartamento da família, viu que se tratava de uma jovem mãe e quatro crianças com menos de dez anos.

A família passava tanta necessidade que a mãe não podia comprar doces ou presentes para os filhos naquele Natal e nem mesmo tinha dinheiro para uma árvore. O irmão Rudd conversou com a família e ficou sabendo que as três garotinhas adorariam ganhar uma boneca ou um bicho de pelúcia. E quando quis saber do menino de seis anos o que ele queria, ele respondeu: “Quero uma tigela de mingau de aveia”.

O irmão Rudd prometeu que lhe daria a aveia e talvez algo mais também. Ele foi ao armazém do bispo e pegou alimentos e outros artigos para atender às necessidades da família.

Naquela mesma manhã, um [homem] generoso lhe tinha dado 50 dólares “para alguém necessitado”. Usando aquela doação, o irmão Rudd reuniu três de seus próprios filhos e foi fazer compras de Natal: seus filhos escolheram os presentes para as crianças carentes.

Depois de encher o carro com alimentos, presentes, uma árvore de Natal e alguns enfeites, a família Rudd dirigiu-se ao apartamento daquela família. Ali, ajudaram a mãe e os filhos a montar a árvore. Depois, colocaram os presentes embaixo dela e deram ao menininho uma grande caixa de flocos de aveia.

A mãe chorou, as crianças ficaram muito alegres e todos cantaram um hino de Natal. Naquela noite, quando a família Rudd se reuniu para jantar, deram graças por terem podido levar um pouco da alegria do Natal para outra família e por ajudarem um menino a ganhar uma tigela de mingau de aveia.

Pensem na maneira simples, mas digna, pela qual o Pai Celestial decidiu homenagear o nascimento de Seu Filho. Naquela noite santa, anjos apareceram não aos ricos, mas a pastores. O Menino Jesus nasceu não em uma mansão, mas em uma manjedoura. Ele não estava embrulhado em seda, mas em panos.

A simplicidade daquele primeiro Natal prenunciou a vida do Salvador. Embora Ele tivesse criado a Terra, embora tivesse caminhado em reinos de majestade e glória, embora tivesse estado à mão direita do Pai, veio à Terra como uma criança indefesa. Sua vida foi um exemplo de modesta nobreza, e Ele caminhou entre os pobres, os enfermos, os desconsolados e os oprimidos.

Mesmo sendo Rei, não Se importou com as honrarias ou as riquezas dos homens. Sua vida, Suas palavras, Suas atividades diárias foram monumentos de dignidade simples, porém profunda.

Jesus, o Cristo, que soube como doar com perfeição, deu-nos o padrão de compartilhar. Para aqueles cujo coração se encontra triste de solidão e dor, Ele traz compaixão e consolo. Para aqueles cujo corpo e mente estão aflitos pela doença e pelo sofrimento, Ele traz o amor e a cura. Para aqueles cuja alma está sobrecarregada pelo pecado, Ele oferece esperança, perdão e redenção.

Se o Salvador estivesse entre nós hoje, nós O encontraríamos onde sempre esteve: ministrando aos mansos, desconsolados, humildes, aflitos e pobres de espírito. Nesta época de Natal e sempre, vamos dar-Lhe um presente, amando como Ele ama. Que nos lembremos da humilde dignidade de Seu nascimento, Suas dádivas e Sua vida. Que enchamos o mundo com a luz de Seu amor e Seu poder de cura por meio de nossos simples atos de bondade, caridade e compaixão.”

Esse texto lindo é daqui. Feliz Natal! <3

Se você acha que é pobre, leia esse post

Em 07.12.2014   Arquivado em Religião

Essa semana peguei R$50 aqui em casa e desci pra comprar algumas coisas na venda da esquina. Desci a rua fazendo a conta na minha cabeça de quantas coisas eu tinha que comprar, e se dava pra comprar tudo com o dinheiro que eu tinha. Na fila dos frios eu pedi pra colocar pouco queijo no meu pacote, ou os R$50 não iam dar pra comprar tudo.

Entrei na fila pra pagar e tinha uma senhora na minha frente. Ela tinha uma dúzia de ovos e algumas batatas pra pagar. Quando foi a vez dela, ela olhou a bolsinha de moedas e resolveu que ia deixar os ovos e ia levar só a batata. A moça do caixa pesou a falou: “Dá R$4,30.” Ela falou baixinho pra moça do caixa que não tinha, e a mulher perguntou: “Você tem R$4?” Ela fez que não com a cabeça. A mulher do caixa não podia deixar ela levar as batatas. A senhora então abriu o saquinho e começou a tirar as batatas até chegar no valor que ela tinha na bolsinha de moedas.

Aquilo fez meu coração dar um nó. Eu e uma outra moça da fila nos olhamos e na hora pensamos a mesma coisa. Eu falei: “Deixa ela levar todas as batatas. Eu pago.” E devolvi as moedinhas pra ela. A moça que estava atrás de mim falou: “Deixa ela levar os ovos e passa na minha conta.” Aquela senhorinha ficou tão feliz por um ato tão bobo. Agradeceu e saiu sorridente do mercado.

Eu não sei quantas pessoas vão comer aquelas batatas e aqueles ovos, mas naquele momento eu me senti muito rica e abençoada.

Às vezes a gente reclama que tem pouco dinheiro, que queria ter uma roupa nova, um carro, viajar pra Disney. E a gente se esquece que tem gente abrindo o saquinho pra tirar as batatas porque não tem R$4,30.

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