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Espaço da Leitora – A história da Família Bittencourt

Antes de começar, queria dizer que sim, vocês não estão vendo errado! Embora vocês conheçam a Mãe ao Cubo por Monique Baptista, ela faz parte da família Bittencourt! 😛
Esse é nosso primeiro Espaço da Leitora com uma blogueira. Espero que curtam!

Mamãe: Monique, 34 anos, editora gráfica e blogueira (Mãe ao Cubo).
Papai: Gustavo, 30 anos, analista de sistemas de suporte TI e professor.
Filho primogênito: Igor, 13 anos.
Filha do meio: Cecília, 9 anos.
Filha caçula: Letícia, 3 anos.

A família que sempre quis, mãe ao cubo com prazer!

Sempre fui uma pessoa sonhadora, que pensava que aquele filme romântico ia virar a história da minha vida, por diversas vezes imaginei como seria a minha família, se realmente seria como nos filmes, aquela família unida, feliz e perfeita. Quando pequena não queria ser advogada, dentista, médica nem nada, queria ser mãe. E posso dizer que depois de alguns tropeços no caminho consegui a minha tão desejada família. Tudo bem, ela não é perfeita, não como o comercial de margarina, mas é a minha família. E começou assim…

Como disse, sempre fui sonhadora, nunca fui de ficar com um ou outro rapaz, pelo contrário, quando gostava de alguém era pra namorar, por isso não tive muitos namorados e não me arrependo disso. Meus namoros sempre duraram bastante e depois de alguns namorados conheci alguém que achei importante e sem saber realmente o que queria da vida, engravidei aos 20 anos. Foi difícil, foi assustador, mas me mantive confiante de que ali começava uma nova vida pra mim, uma vida maravilhosa! Apesar de tudo, ser mãe é uma dádiva e um filho é só bênção na vida da gente! As dificuldades existem, mas é pra nos ensinar. Deus sabe de todas as coisas.

Depois de alguns desentendimentos com o pai do meu filho decidi que não dava mais pra continuar e nesse meio tempo conheci alguém que me fazia me sentir bem e que era meu amigo, conversávamos muito, mas como meu desejo pela família feliz era meu principal objetivo, dei minha cara a tapa e voltei para o pai do meu filho e engravidei da minha filha, parto normal também. Mas como persistir no erro é burrice percebi que havia deixado escapar a pessoa que iria me fazer feliz e fazer dos meus filhos seus filhos, que era mais do que um amigo, era o amor da minha vida. Não casei de véu e grinalda, nem na igreja, nem ao menos de papel passado, mas estou com um homem que me compreende, me encoraja, me dá forças. É meu amigo, meu namorado, meu companheiro, meu marido, um homem trabalhador, inteligente e que me fez ser mãe novamente, do Miguel, que apesar de ter ficado dentro de mim por apenas 5 meses, foi o suficiente para me ensinar muita coisa e aprendi muito com isso. Ele se foi, por problemas de má formação nos rins. Chorei, sofri, me senti muito mal, pensei: "O que será que fiz de errado pra merecer isso?" Mas sei que Deus não dá nenhuma cruz que a gente não possa carregar.

Não desisti da maternidade, queria dar um filho ao meu marido, ele merecia, ele merece. Após 7 meses exatos da perda do meu anjinho, engravidei da minha caçula. E o medo de perder novamente me acompanhou por vários meses, a cada consulta tinha receio de não ouvir as batidas do coração dela, de uma solicitação de exame a ser feito de última hora, mas graças a Deus minha filha estava bem e foi assim durante as 40 semanas Ela nasceu de parto normal, mas teve que ficar na incubadora. Pela demora da chegada do pediatra, ingeriu o mecônio e quase a perdi, teve Apgar 4 (muito triste), além disso precisou tomar banho de luz por conta da icterícia, teve que fazer exames de sangue para acompanhamento… Enfim, foi muito sofrimento para um recém-nascido, furar aquele bracinho minúsculo, eu chorava muito.

Mas tudo deu certo! Hoje ela está super bem, animada, feliz, sapeca, esperta demais e hiper falante. Eu e meu marido resolvemos que após o nascimento da Letícia eu iria fazer a laqueadura, fiz o parto normal e fiz a procedimento pelo umbigo, foi simples e rápido, a marca é bem discreta. Eu não queria fazer, mas a cada dia está mais difícil cuidar de um filho e dependo de alguém para ficar com eles para eu trabalhar. Mas apesar das dificuldades, ser mãe ao cubo só me trouxe felicidades! Tenho muito orgulho dos meus filhos e do meu marido. Minha família está completa e feliz!

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