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Espaço da leitora: A história da Familia Silva

Mamãe: Winnie, 24 anos, advogada
Papai: Jeferson, 27 anos, supervisor de projetos
Filho: Morôni, 2 anos

Durante toda minha infância fui treinada para estudar e ter uma profissão. Até que passei no vestibular e fui cursar a faculdade de Direito na UFRJ. Casei-me depois de dois anos.

Depois do primeiro ano de casados sentimos o desejo de ter um filho, mas a insegurança foi maior. Foi então que participamos de uma reunião na instituição religiosa que frequentamos e sentimos juntos que era a hora certa. Joguei todos os meus remédios fora e esperei. Depois de dois meses surgiu a primeira suspeita e a primeira decepção, pois o exame deu negativo. Chorei demais porque tinha certeza de que estava grávida. Não fiquei satisfeita e depois de uma semana fiz o exame novamente. Dessa vez deu positivo!!!

Não consegui planejar nada para contar a notícia pro meu marido, muito menos esperar até que ele chegasse do trabalho. Quando liguei para dar a notícia, ele estava em uma “acalorada” conversa com o chefe e quando eu disse que estava grávida, ele simplesmente disse um “Está bom!”, bem seco. Comecei a chorar e só pensava que ele não queria mais ser pai. Então, o telefone tocou. Era meu marido dizendo que a ficha tinha caído. Ele ficou desesperado porque eu estava chorando e brigou com o chefe dele alegando que ele tinha sido o culpado de tudo.

Depois de dar a notícia para todos, chegou a hora de curtir a gravidez. E curti mesmo! Nunca tive enjoo ou qualquer tipo de mal estar. A minha rotina era pesada: faculdade no Centro do Rio, estágio no escritório de Direito e administração da casa. Não foi fácil. Consegui trabalhar até o quinto mês de gestação e depois me dediquei somente a faculdade.

Como foi bom poder arrumar as roupinhas e até mesmo com barrigão pintar os rodapés da casa!!! Todo o esforço para deixar tudo perfeito para a chegada no novo membro da família! Durante todos os meses me preparei para ter parto normal, mas recebi a notícia de que meu útero estava alto e que o bebê não estava encaixado na bacia. A espera seria em vão. Então decidimos marcar a cesárea pensando no bem do bebê.

Foi então que, com menos de uma semana para o Morôni nascer, meu marido bateu com o carro. Não foi nada grave. Ele queria me levar para comer pastel na feira e no caminho um homem abriu a porta do carro na beira da calçada justamente no momento em que passávamos. Não houve tempo de desviar. Felizmente o conserto foi a tempo do parto.

No dia da cirurgia eu suava demais de nervoso e ansiedade. Cheguei ao hospital às 17h, depois de todos os procedimentos e entrega de documentos, coloquei a roupa para a cirurgia. Eu prestava atenção em cada sensação que eu tinha, pois era tudo novo e eu nunca tinha passado por aquilo antes. Enquanto me levavam para o centro cirúrgico, havia uma mistura de ansiedade ao mesmo tempo que ouvia o som das rodinhas da maca passando pelo corredor.

O parto foi ótimo. Meu marido acompanhou. Morôni estava bem no fundo da barriga e o anestesista teve que empurrá-lo para ajudar a médica a tirá-lo. Ele saiu fazendo biquinho! Nasceu às 19:59h do dia 20/09/2012, com 3.180 Kg e 52 cm. As lágrimas vieram quando ele chegou bem pertinho de mim e pude ver que aquele ser saiu de mim e que era fruto de uma parceria divina que temos com Deus, que nos concede essa dádiva de trazê-los para a Terra e cumprirmos nosso dever de cuidar e educar.

A chegada em casa foi de muita adaptação. Achei complicado tomar banho porque meu seio tinha muito leite e eu estava desesperada achando que tinha empedrado. A parte ruim foi que meu seio começou a ferir e sentia dor para amamentar. Meu marido conseguiu uma pomada chamada Lansinoh com uma amiga nossa e ela deu uma aliviada, mas não resolveu.

Até que teve um dia que eu chorava de um lado e Morôni de outro. Meu marido ligou para o banco de leite da maternidade Leila Diniz para saber se elas poderiam me ajudar. Fui muito bem recebida e com muita calma elas me explicaram que quando o seio está muito cheio de leite, o bebê não consegue abocanhar o bico. Assim, nesse caso, eu deveria esvaziá-lo um pouco. Elas me mostraram o jeito certo de segurá-lo para que ele conseguisse pegar bem o bico do seio. Fiquei bem mais tranquila e a partir daquele dia nunca mais tive problemas com a amamentação.

Não tenho do que reclamar! Morôni sempre foi um bebê tranquilo: acordava de madrugada para mamar, mas depois do primeiro mês ele passou a dormir a noite toda e acordar às 6h. Nos intervalos das mamadas eu fazia os trabalhos da faculdade enviados pelos professores porque eu tive direito ao regime domiciliar a partir do 8º mês de gestação e por um período de três meses (pode variar de uma universidade para outra).

Depois tive que levá-lo algumas vezes para as aulas comigo. Não foi nada fácil fazer monografia. Mas consegui me formar. Ele me dava mais vontade de não desistir e realizar os meus sonhos e metas. Depois da formatura, veio a prova da OAB e mais uma vez consegui realizar uma meta sem que a maternidade me impedisse.

Hoje sou completamente realizada com minha família. Tenho uma profissão que posso conciliar com a maternidade. Na verdade costumo dizer que minha profissão é ser mãe e advogada nas horas vagas, pois pra mim a minha família vem em primeiro lugar. <3

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6 comentários
  • Laís

    Comecei a ler este blog por causa dela … MINHA PRIMA !
    Essa história relata detalhes tão singulares contados por ela mesma que nós nem sabíamos … e enriquece mais ainda a minha admiração por ela. Winnie é e sempre foi uma guerreirinha ! Desde pequena foi inspiração pra mim de dedicação e fico feliz demais de ser sua amiga e ter alguém como ela tão pertinho de mim :) Quando ela decidiu casar muita getne achou loucura …eu sinceramente achei um ato de coragem :) Sua família é linda ! Te amo fofinha <3

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    Mariana Reply:

    Quando eu li a história dela eu me fortalecia! Realmente ela é uma guerreira! :)
    Bjos

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  • Suellen Teixeira

    Impossível não se emocionar lendo esse relato lindo e poder afirmar que tudo isso é real. Agradeço pelas oportunidades que tive com os anos de acompanhar cada fase desse longo processo que está longe de terminar. É maravilhoso ver essa família linda que a Winnie e o Jeferson estão construindo, ver o quanto o Senhor tem sido fundamental na vida deles… Além da Winnie, parabenizo o Jeferson, que sem dúvidas tem uma versão desses mesmos fatos recheada de detalhes que só ele viveu. Obrigada por compartilhar esses momentos memoráveis! Parabéns pela bravura diária! Me sinto honrada de mesmo minimamente, ter participado disso tudo junto com vocês!

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    Mariana Reply:

    que lindo :')

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  • Priscila Monteiro

    Que família linda! :)

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    Mariana Reply:

    😉

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