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Minha paixão pela leitura

Minha paixão pelos livros e pela leitura começou lá atrás. Na verdade eu nem sabia ler, quando ganhei dos meus pais meu primeiro livro: "Quem cochicha o rabo espicha". É claro que eu não sabia ler, deveria ter uns 3 anos. Mas eu amava aquele livro. Tenho uma lembrança tão nítida de como pra mim era interessante o fato de as páginas se combinarem de maneiras diferentes, e a cada combinação diferente eu poder fazer um bicho diferente. Pra mim, os livros começaram a ser interessantes desde então.

Me lembro de meu 1º livro com textos, quando eu estava me alfabetizando: "Paquito e Pepita". E eu fiquei maravilhada com a história, e com o fato de poder ir lendo sozinha e descobrindo o mundo daqueles papagaios.

Me lembro de um livro bem especial que a professora passou na 4ª série para aquelas crianças na fase da pré-adolescência. Foi meu primeiro livro sem gravuras e pela primeira vez eu chorei ao ler alguma história: Fernando Sabino – "A vitória da infância". Desde então a cada livro que eu lia, eu sentia o que os personagens estavam sentindo, chorava com quem sofria e morria de rir com alguém feliz ou engraçado. Desde então eu descobri que livros podiam me fazer companhia, podiam me entreter, podiam me consolar e podiam me ensinar muito! Eu aprendi sobre política, sobre o amor e o ódio, sobre o perdoar e não perdoar. Aprendi a gramática portuguesa! Comecei a ser a ser a melhor na minha turma em redação.

Com 12 anos, decidi escrever meu primeiro livro. Fiquei 2 semanas estudando sobre a história do Brasil no Séc. XIX para ter um enredo consistente e inserir minha história com nuances de realidade e ficção. Escrevi o livro por mais de 2 meses quando meu computador pifou e tive minha primeira decepção "escriturística" (sim, eu invento palavras haha). Confesso que até hoje sinto uma dor no peito quando lembro do meu querido livrinho.

Por toda a minha adolescência escrevia poemas com minhas inspirações amorosas e platônicas, e fiz um caderno, que hoje, analisando friamente, aqueles poemas eram tão ruins! haha… Mas eu me divertia! Também era a poetisa oficial das minhas amigas, que quando queriam impressionar seus namorados, "encomendavam" um poema comigo.

Aos 15 anos comecei a blogar, porque queria escrever sobre as coisas que eu sentia, que eu passava, que eu pensava. Meus blogs muitas vezes eram anônimos. Eu só queria usar o blog como um escape. A escrita sempre foi uma forma eficaz de me expressar.

Quando cheguei na época de vestibular, já tinha perdido a conta de quantos livros havia lido, e qualquer um que fosse perguntado no vestibular, ou eu lembrava claramente sobre a história, ou eu pelo menos tinha alguma lembrança dele. Graças à minha paixão pelos livros, pude me dar bem no vestibular ao interpretar os textos e fazer as redações. Graças à minha paixão pela leitura, pude ser aprovada em todas as faculdades públicas que eu desejava (claro que foi a escrita, porque minhas notas horrendas de física e química é que não foram! haha)

A paixão pela leitura e pela escrita em mim é tão forte, que isso se tornou pré-requisito para a escolha de quem eu namoraria. Eu não queria ao meu lado alguém que falasse e escrevesse errado, que não tivesse lido muitos livros pra conversar comigo sobre eles. Na verdade eu poderia até ajudar alguém a melhorar a escrita e a fala, mas pra ser bom mesmo, tinha que ser uma característica da personalidade. "Quer me desanimar? Me manda uma carta de amor cheia de erro de português!" Sempre pensei isso lá no meu íntimo. Devo dizer que tive muitas decepções ortográficas amorosas (algumas tão insuportáveis que levaram ao término do relacionamento haha).

Hoje em dia, sou devoradora de livros. Leio, mergulho, vivo cada livro. Levo dentro da bolsa pra ler no ônibus. Quando a história está muito boa, desço do ônibus e vou andando e lendo ao mesmo tempo (já fiz isso tantas vezes!). Se o personagem está deprimido, eu fico junto. Se ele está apaixonado, eu também estou. Se eu estou lendo um livro forte, nem tente brigar comigo! Meus nervos são um reflexo do que estou lendo. E eu me inspiro a cada história e tenho vontade de escrever e escrever, a cada vez que eu fecho o livro pela última vez, com os olhos cheios de lágrimas e meu coração palpitando.

"Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas." (Mário Quintana)

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A IRMÃ DE ANA BOLENA, de Philippa Gregory | Rascunho Literário
TRÊS DIAS PARA SEMPRE, de Janda Montenegro | Rascunho Literário

5 comentários
  • Gabi

    Que texto lindooo! Eu também mergulho nas histórias. É uma pena que eu não me lembre dos meus livros da infância. Também escrevi um pseudo-livro quando tinha meus 13, 14 anos, mas estava tão ruim que deletei do computador (ou isso ou eu não lembro onde guardei mesmo). Fiquei triste por você ter perdido o seu =(
    Ah, o meu namorado gosta muito de ler, só que ele não tem tempo. Ele precisa aprender a escrever melhor sim, mas estou moldando-o aos poucos, haha! 😀
    Beijos.

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    mariabramo Reply:

    Isso aí! As mulheres são a influência do casal!
    Eu tb tô ajudando o meu marido a melhorar um pouco nisso…
    Beijos

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  • Carol

    Oie tudo bem?
    Gostei do post, eu nunca fui muito de gostar de ler, confesso que tenho preguiça kkkkk mas tem livros que me chamaram muito a atenção, como a saga Crepúsculo por exemplo, adorei a história e o filme =) agora estou querendo ler Gabriela Cravo e Canela, como está passando a novela na Globo então quero ler o livro =) adorei seu post.
    Bjs!

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    mariabramo Reply:

    Ler é um hábito. Quando a gente pega livros bons, tipo a saga do Crepúsculo, é fácil dar prosseguimento.
    Tenta descobrir quais estilos combinam mais com você e procura nesses estilos que rapidinho você mata um livro. 😉
    Beijos

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