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No final, ela sempre vai estar lá…

Há uns dias eu estava conversando com minha irmã sobre amizade. Ficamos um tempão conversando sobre isso, eu fui enumerando muitas grandes amigas que eu já tive durante minha vida, e ela também enumerou as dela. Ficamos pensando quantas ainda estão participando ativamente da nossa vida, quantas ainda se preocupam, e não são só mais um rosto no facebook. E nos assustamos em quantas nem tínhamos mais nem nas redes sociais.

Quando cheguei em casa fiquei relembrando a conversa, relembrando as pessoas que tínhamos contado, e fiquei me esforçando pra tentar lembrar porque cada uma saiu da minha vida, ou eu saí da vida dela. No final das contas, a maioria eu nem lembrava o por quê, só lembrava que não estava mais presente. Sabe, muitas pessoas por essa vida dão mais valor aos amigos que à própria família. Eu fui uma delas por algum tempo. E fui tomando porrada em cima de porrada. Simplesmente porque as pessoas são suas amigas até a página 1. Ok, algumas até a página 15, mas tudo tem um limite. Quando a coisa aperta mesmo, quase ninguém fica ao seu lado. Se você parar pra pensar nos piores momentos da sua vida, quem estava lá? Aquela mãe que muitas vezes você bateu o telefone na cara, a irmã que você não falava há meses e aquele pai que você pensava que não se importava. No final das contas, quando a coisa aperta é que você descobre quem são seus verdadeiros amigos, e a resposta é: família.

Seus amigos podem ser muito pra você, mas cada um tem sua família, e quando a situação for extrema, eles terão a ela, e ela a eles. Assim como você. Então esse foi o conteúdo da minha conversa com minha irmã. Não importa quantos barracos aconteçam, quantas vezes vocês se xingaram, brigaram, bateram a porta, o sangue fala mais alto. Amigo não atura você na TPM enfiando o dedo na ferida dele. Sua mãe sim.

Essa coisa de ser amigo pra sempre acontece, não estou dizendo que não. Tenho amigos da vida inteira, e que espero que sigam comigo até o último suspiro. Mas quando eu ia pro cemitério todo mês chorar a perda de mais um da minha família, quem estava segurando a barra de verdade eram os do meu sangue, os amigos só passavam pra dar um OI ou sair esporadicamente pra eu esfriar a cabeça. Quando meu filho morreu, se não fosse minha família eu teria morrido junto, embora também tenha tido apoio de amigos.

A relação com amigos pode ser até de amor profundo, mas com a família é visceral. É por isso que a gente briga a vida inteira mas não se larga!

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Eu e minha mania de Hermione Granger

5 comentários
  • Camila Faria

    É verdade, não tem jeito, família é família! A gente pode viver trocando farpas, mas na hora da verdade são eles que seguram as nossas barras!!!

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    Mariana Cruz Reply:

    ai! alguém que pensa como eu hehehe

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  • Carolina Rosales

    Lindo!!! Chorei.

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    Mariana Cruz Reply:

    😉

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