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Agora que eu tenho 30…

30

Engraçado que quando eu estava prestes a fazer 30 anos eu entrei em pânico. Achei que oficialmente eu ia ficar velha e comecei a repensar toda a minha vida. Na época, estava com o bebê muito pequeno ainda, e coisas simples, como ir ao cinema, estavam bem escassas no meu mundo.

Hoje, olhando praqueles meses que precederam meu aniversário, olhando os meses que se passaram, e faltando pouco tempo pra chegada dos 31 por aqui, parece que sou outra pessoa.

Não sei o que acontece com a gente quando faz 30. Alguma coisa muda dentro da gente. Não sei se isso acontece realmente com todo mundo (e até acredito que não, porque conheço cinquentão que nunca amadureceu), mas comigo foi bem assim.

Na verdade, quando os 30 finalmente chegaram na minha vida, eu tomei mais coragem pra olhar a vida de frente. Parei de fingir pra mim mesma. Parei de fingir que eu era feliz, parei de fingir que gostava da minha situação, parei de fingir que eu estava bem daquele jeito. Meti o dedo na ferida e fiz o impossível, virei minha vida de cabeça pra baixo, e comecei o processo de expurgo. Muita gente falou que eu estava maluca, que eu não estava batendo bem, mas na verdade, elas não compreendiam o que se passava dentro de mim. Só quem compreendia era eu, e eu era a única que podia mudar minha vida.

A verdade é que os 30 fizeram eu sintonizar comigo mesma novamente, e ver as coisas que eu realmente precisava para ser feliz. E me deu coragem de começar a colocar em prática.

Hoje eu tenho menos amigos. Não, na verdade eu tenho só quem deveria ter ficado mesmo, porque a seleção natural atuou fortemente esse ano. Os que foram, é porque eu simplesmente não quis mais conviver com quem não merecia meu tempo e disposição. Os que ficaram, são os que realmente importam.

Hoje eu me sinto mais preparada. Mais preparada pra mim mesma e pro mundo. Mais preparada pra ser mãe. Me sinto mais mulher também. Me sinto mais completa, me sinto autossuficiente. Não preciso de ninguém. Eu preciso de mim mesma. Se alguém quiser ficar comigo, será bem vindo (desde que traga uma boa vibe), mas se não quiser ficar, tudo bem também.

Hoje eu tenho tudo diferente, mas na verdade acho que dei o primeiro passo pra minha felicidade. E tem sido muito bom. Tem sido libertador. E eu me sinto leve. Acho qua talvez ainda falte eu achar meu lugar no mundo, mas quem eu sou e a pessoa na qual eu quero ser daqui pra frente, isso eu já sei.

Metas para 2017
{Teatro} VeRo – Cia de dança Déborah Colker
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