{Filme} Minha mãe é uma viagem

Em 03.10.2016   Arquivado em Filmes

Ficha Técnica

Título original: The Guilt Trip
Distribuidor: Paramount Pictures
Ano: 2012
Direção: Anne Fletcher
Elenco: Seth Rogen, Barbra Streisand e outros.
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA
Idioma: Inglês
Classificação: Livre

Sinopse: “Um jovem inventor (Seth Rogen) convida sua mãe (Barbra Streisand) para fazer uma longa viagem com ele. Enquanto o filho tenta encontrar compradores para a sua nova invenção, sua mãe aproveita para procurar por um antigo amor.”

Minha classificação:

Minha opinião: Eu não sou muito de ver filmes, sou mais de séries e documentários. Mas assim que eu vi Barbra Streisand acordando, logo na primeira cena, não pude trocar de canal. Como fã de Barbra, eu tinha que ver esse filme. Então vamos lá…

O filme conta a história de uma mãe muito apegada ao seu filho. Assim que ele acorda já tem mensagem dela, e ela passa o dia ligando pra ele. Isso acontece mesmo eles morando muito longe um do outro. Em um final de semana, Andy viaja pra ver sua mãe. Ela o chama para conversar sobre ele ir mal com as garotas. A conversa dá errado e o filho joga a situação inversa, dizendo que desde que ela ficou viúva, quando ele próprio tinha 8 anos, ela nunca mais teve ninguém. Então Sophie acaba contando que conheceu um homem antes do pai dele, que se chamava Andrew (apelido Andy), que foi um romance que marcou muito a vida dela, e foi por isso que ela batizou o próprio filho com o nome dele.

Andy volta pro próprio quarto e procura o ex namorado da mãe. O encontra facilmente, morando ainda na mesma cidade e trabalhando ainda na mesma empresa. Então, meio sem jeito ele acaba convidando a mãe pra ir até São Francisco acompanhá-lo em uma viagem de negócios (mas na verdade é pra reencontrar o ex da mãe). De carro. Atravessando o país. Só os 2. Uma viagem que duraria mais de uma semana. Entendeu a tragédia? Rs…

A partir daí a história se desenrola, os 2 juntos por tanto tempo, colocando todas as questões mal resolvidas pra fora de um jeito bem engraçado. Como todo filme com minha diva, foi ótimo. O ator que faz Andy também é um nerd gatinho, barbudinho de óculos. Uma gracinha mesmo!!!

A única ponta solta no filme foi que no final a situação da mãe se resolve mas a do filho não. Digo, amorosamente. O personagem do Andy ainda fica sem solução, e eu achei isso estranho. Mas é um bom filme sim.

{Livro} As letras do amor – Paula Ottoni

Em 20.09.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: As letras do amor: Ela foi mais longe para descobrir o amor tão perto
Autor: Paula Ottoni
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-85-81638430
Páginas: 224
Categoria: Romance

Sinopse: “Bianca acabou de largar um curso de graduação de que não gostava, seus pais vão se divorciar e seus irmãos pequenos estão cada dia mais barulhentos.

A oportunidade perfeita de escapar surge quando seu namorado, Miguel, resolve ir a Roma abrir uma empresa para o pai. Bianca decide que aprender italiano, arrumar um trabalho temporário e ajudar Miguel em seu negócio será um bom começo.

O que parecia um sonho, porém, torna-se uma incerteza ainda maior quando Miguel fica sempre fora de casa, os empregos de Bianca não duram mais que uma semana, e, cada dia mais próxima de Enzo – o melhor amigo de Miguel, com quem moram –, ela começa a questionar seus sentimentos.

Perdida em conflitos amorosos e angustiada por não saber o que será de sua vida ao fim daqueles seis meses, Bianca passa por uma série de situações de crescimento pessoal que vão testá-la e ajudá-la a descobrir o que fazer com o futuro, que vem chegando depressa demais.”


Minha classificação:

Minha opinião: Quero começar falando uma coisa pra vocês: eu já li muitos livros na vida, e algumas vezes os livros perdem um pouco a graça pra mim porque eu descubro os finais logo de cara. Não foi o caso com esse. Eu fiquei sem saber como ele terminaria até ela realmente revelar o que iria acontecer!!! Então, vamos começar dando crédito pro livro… Rs…

Tendo dito isso, vamos fazer o curso normal das minhas observações. A capa do livro é linda, realmente o pessoal responsável por isso na Novo Conceito é fera. E a capa é a embalagem, não é? E eles acertam sempre. A Paula Ottoni é novinha, era primeiro livro que eu estava lendo dela, então não sabia muito o que esperar. Mas ela tem talento. É claro que com o tempo passando a escrita vai amadurecendo e os temas vão se modificando também, mas ela realmente tem talento pra coisa.

A narrativa do livro é em primeira pessoa. Isso ajuda muito a criar todo o mistério, porque ao contrário de um narrador que está de fora da história e você vê por vários ângulos, quando você narra em primeira pessoa você só tem a visão daquela personagem. Então sinceramente eu morria de curiosidade pra saber o que se passava com as outras pessoas quando não estavam perto de Bianca, a protagonista e narradora.

Como protagonista, o livro conta a história de Bianca, que largou a faculdade porque não gostava do curso e está com a vida toda de cabeça pra baixo. Sem faculdade, sem carreira, os pais se separando e brigando o dia inteiro e com dois irmãos mais novos barulhentos, ela não sabe muito o que fazer da vida. Ela tem uma melhor amiga Mari (aiiii… nunca vejo meu nome em livros, então fiquei feliz :) ) que é doidinha mas gosta muito dela e ela pode sempre contar. No meio desse caos, Mari é um refúgio pra ela. E Miguel, seu namorado, também. Acontece que Miguel está indo pra Itália abrir uma filial da empresa dos pais e ele quer provar que está crescendo e que é adulto de verdade, que o pai pode confiar nele. Miguel convida Bianca pra ir pra Itália com ele, e ela aceita.

Lá na Itália, em Roma, os dois vão morar na casa de Enzo, um dos melhores amigos de Miguel. Enquanto Miguel está trabalhando, ele espera que Bianca seja sua bonequinha de porcelana que fica esperando o namorado chegar em casa com a comida pronta. Mas ela não tem essa visão. Bianca entra num curso de italiano para aprender a falar a língua e logo arruma um empego temporário pra poder fazer uma graninha pra ajudar nas despesas. Aí começa a treta: Miguel trabalha muito, quase não está em casa, enquanto Enzo sempre está fazendo companhia pra Bianca; Miguel dá uns surtos e sai de noite, bebe todas e chega em casa de manhã podre de bêbado, Enzo por sua vez fica jogando videogame com Bianca e a leva pra passear e fazer trabalho voluntário no hospital. Todo o cenário fica favorável pra que Enzo e Bianca se apaixonem, e aí começa o triângulo amoroso do livro.

Uma crítica apenas: o título e subtítulo do livro. Simplesmente porque eu não vejo ligação com a história nem com o que acontece. Não posso opinar mais fortemente a respeito porque não quero dar spoiler, mas realmente não concordei. Rs…

Tirando isso, e algumas partes que eu achei desnecessárias e poderiam ter sido cortadas sem causar muita diferença, o livro tem uma trama bem feita, é tipo Bella e Edward em Crepúsculo, que você nunca sabe com quem a Bella vai ficar.


Alguns trechos do livro:

“Miguel foi a minha primeira escolha, e talvez minha vida pudesse ser uma pilha de erros que surgiram dela. Ou eu poderia escolher o caminho alternativo, Enzo, e enfrentar as dificuldades.”

“Seus lábios estão sorrindo. Não sei por que, mas algo em meu modo de agir e falar sempre o faz mostrar esse sorriso.”

“Olhando para Enzo ali, quase chego à conclusão de que estou apaixonada. Isso me apavora.”

{Livro} Qualquer outro lugar – A. G. Howard

Em 23.08.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: Qualquer outro lugar
Volume: 3
Coleção: Trilogia Atrás do Espelho
Autor: A. G. Howard
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-85-81638300
Páginas: 411
Categoria: Fantasia

Sinopse: “Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo.

Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha.

Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração.

E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre.”


Minha classificação:

Minha opinião: “Qualquer outro lugar” faz parte de uma trilogia criada por A.G. Howard sobre o País das maravilhas (exatamente, o mesmo País das maravilhas da famosa Alice). Recebi esse livro como uma cortesia da Novo conceito e confesso que não esperava muito da história até porque esse é, aparentemente, o último livro da serie e eu não li os livros anteriores, o que tornou os meus pensamentos um pouco pessimistas. Porém, tenho que dizer que esse livro me surpreendeu muito. Sempre busco pontos positivos em cada leitura, nunca existe um livro TÃO ruim, sempre podemos resgatar algo. Nesse livro eu nem precisei fazer tanto esforço, a história se tornou bem interessante e minha vontade de ler crescia em cada momento.

Na história, Alyssa é a tataraneta da “verdadeira” Alice (do País das maravilhas) e possui alguns poderes que ela mesma não entende. No primeiro e segundo livro ela aprende a usar esses poderes e aprende mais sobre a família a que pertence e os segredos envolvidos. No decorrer da história, Alyssa também vive um triângulo amoroso com Morfeu, um habitante do País das maravilhas, e com Jeb, seu melhor amigo de infância. Esse romance continua no terceiro livro, cheio de aventuras e surpresas que vão “blow your mind” algumas vezes. Alyssa viverá muitas aventuras tentando salvar sua mãe no País das maravilhas e seus dois amores, que estão presos em Qualquer outro lugar, da famosa Rainha Vermelha e da Rainha de Copas.

Dois Amores. Eu fiquei bem apreensiva com esse triângulo amoroso dos personagens, definitivamente não me dou bem com essas histórias, mas a autora soube explicar o porque da confusão de sentimentos de Alyssa. A personagem tem seu coração dividido devido a sua personalidade humana e “intraterrena” (nome dado àqueles que pertencem ao País das maravilhas). A autora apenas mostra que todos nós temos um lado bom e um lado não tão bom e que devemos escolher qual lado usaremos com mais frequência. No caso do romance, Morfeu se relaciona com esse lado mais “insano, corajoso e imprevisível” de Alyssa, e Jeb pertence ao lado mais “amoroso, seguro e acolhedor”. Eu particularmente não gosto de Morfeu no romance (sei que a maioria ama esse personagem). Ele é bastante surpreendente e muito charmoso. Na verdade, ele me proporcionou as maiores surpresas na história e gostei dele como um personagem, mas não como um par amoroso. Isso não muda o fato de que o triângulo é muito completo e emocionante. Gostei da maneira que a autora definiu cada personalidade e como eles afetavam Alyssa de maneiras diferentes, porém, complementares.

Também gostei que a autora faz um resumo das histórias anteriores no decorrer dos capítulos, relembrando fatos que talvez o leitor não lembre ou que passaram despercebidos. A.G. também faz referência a Lewis Carroll e a história de “Alice no País das maravilhas” e é INCRÍVEL. Ela faz uma continuação da história que tanto amamos e coloca personagens cativantes, cheios de surpresas e completamente diferentes da obra de Carroll. É um livro bem descritivo – me incomoda livros descritivos na maioria das vezes – mas nessa história foi necessário porque a descrição fez a minha imaginação fluir e fez total sentido no final. Se você gosta de livros fantasiosos e de aventuras, por favor, leia “Qualquer outro lugar”.

Além disso, ele é narrado pela narradora-personagem Alyssa em primeira pessoa, porém, ela narra no presente e me incomodou muito, não estou acostumada com esse tipo de narração e não consegui me acostumar. Muitas vezes me perdi porque ela estava falando no passado e no presente, muitas vezes houve uma confusão de tempos verbais em que eu não gostei nadinha. Em contrapartida, é uma leitura bem animada, leve, instigante e que me fez pensar em como gosto de um livro de fantasia bem elaborado. A.G. soube criar uma história interessante, um pouco previsível em alguns momentos, mas com muitas surpresas que superaram essas previsões.

Me apaixonei pelo desenho na capa – vocês logo descobrirão de quem se trata – e nessa edição cada página tem desenhos de folhas em preto e branco o que ajudou muito no decorrer da história. Gosto quando a editora prepara o livro físico de forma que você se sinta dentro dele. Foi como eu me senti ao ver as páginas e ler cada palavra.

Não posso falar muito mais porque quase tudo nesse volume é spoiler – não tenho problemas com isso – mas relacionado a essa obra, acho que dar spoiler perderá a graça. Comecei o livro com receio e terminei muito satisfeita, estou bem animada para ler os livros anteriores.


Alguns trechos do livro:

“Jeb é uma âncora; ele me mantém conectada à minha humanidade e compaixão. Mas Morfeu é o vento; mesmo me debatendo e gritando, ele me arrasta para o precipício mais alto, me empurra e fica me observando voar com asas de intra terrena. Quando Jeb está ao meu lado, o mundo é um quadro – imaculado e acolhedor; quando estou com Morfeu, é um playground insano – malévolo e viciante.”

“Sinto novamente aquela sensação de um murro no coração. Está ficando cada vez mais forte e frequente – como se houvesse uma costura no meio dele esticando-se além do limite.”

“–Eu teria seguido você para qualquer lugar – ele murmura com voz árida de agonia. Eu só queria passar a vida toda com a minha melhor amiga. Com a garota que deu a vida às minhas pinturas.”

“–Minha preciosa Alyssa, compartilhe a realidade comigo. Dê-me a eternidade. Juntos causaremos os mais belos estragos.”

“A insanidade é a mais pura clareza.”

“Nada pode quebrar as correntes com que você amarrou meu coração.”

“Estávamos no País das maravilhas e eu pedi a ele que não partisse meu coração. E a resposta dele foi: ‘Eu arrancaria o meu primeiro’.”

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