{Livro} O que te move? – Fernando Moraes

Em 24.09.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: O que te move?
Autor: Fernando Moraes
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637587
Páginas: 160
Categoria: Auto-ajuda

Sinopse: “Movimentar-se para não ficar aprisionado à zona de conforto é um dos grandes desafios nos tempos modernos. Quando a abundância impera, certamente a visão de futuro fica mais comprometida, por isso se faz necessário nos movermos para ter propósitos, sonhos e esperança de dias melhores.

Saindo do estado conformista, que anula as possibilidades e nos imobiliza por causa do imediatismo, ser protagonista é mais do que ser o ator principal de tudo aquilo que envolve a nossa vida. Ser protagonista é colocar o coração no sofrimento do outro, renunciando a zona de conforto em função de quem precisa de nós.

Movimentar um sonho, uma causa, um ideal ou um propósito de vida nos permite despertar para novas oportunidades, aflorando talentos, habilidades, dons e potenciais, nos dando confiança e coragem para seguir em frente.

Neste livro, Fernando Moraes o convida a se mover em busca de novos desafios, a ter atitudes que inspiram grandes transformações e, o mais importante, que nos dê a certeza de que podemos fazer e refazer novos caminhos em busca da nossa felicidade.

O que te move é o que te inspira!”


Minha classificação:

Minha opinião: Quero começar pela capa bem viva que esse livro tem, estou apaixonada pela tranquilidade que a imagem passa ao leitor e também um toque de “mistério”, porque para quem não conhece o autor (como eu) pode pensar que é um livro de ficção com algum ensinamento bem marcante (assim como eu pensei). Bom, O que te move? tem um ensinamento marcante, na verdade vários, mas não é um livro de ficção. Muitos podem considerar auto-ajuda ou motivacional, e até tem um pouco dessas características, mas com certeza é um livro de reflexão com histórias emocionantes.

O que te move? foi uma cortesia muito linda da Novo Conceito, que a propósito arrasou na diagramação e fonte dos títulos, e é narrado em primeira pessoa. É um livro inspirador e que me fez refletir a todo momento sobre o meu papel na sociedade, meus valores sociais e como posso melhorar. Fundamentado em valores filosóficos e conhecimento real, o livro é extremamente importante para a formação de cada pessoa. Traz todos os princípios mais importantes para viver na sociedade, conceitos que definem o caráter do próximo e atitudes valiosas.

Hoje em dia, é muito fácil ajudar ou participar de ONGs em busca de reconhecimento e gratificação, ou pior, o ajudar às vezes nem existe. Mas, por que REALMENTE devemos fazer isso? Qual é o nosso papel? Fernando Moraes, escritor e humanista que já realizou muitos trabalhos voluntários e sociais, nos faz refletir por meio de experiências pessoais sobre o nosso protagonismo social. Nesse livro, ele nos instiga a pensar sobre quem nós somos e como podemos definir o que nos move a agir. Ele, como grande conhecedor na área, ensina sobre o SER humano.

Algo que gostei muito no livro é a composição de histórias pessoais do autor que ensinam e inspiram. Não é um livro de ideias para ONGs e grupos de ajuda humanitária e não é um manual de instruções sobre como “ser bom”, trata sobre o despertar do verdadeiro trabalho voluntário, do olhar mais atento a condição do outro e do conceito de cidadania. Cada um interpretará a sua maneira e refletirá sobre o que está fazendo para SER humano. Super recomendo a leitura!


Alguns trechos do livro:

“O protagonismo social não é uma ação individual, ele depende de como um grupo se organiza e interage entre seus membros e com os outros. Protagonizar ações em benefício do bem-estar social tem na sua essência o fazer parte […] sentir-se responsável por seu espaço social e por tudo que nele habita.”

“Mais do que o tecnicismo, os títulos, as formações e as grandes qualificações, se faz necessário ter disposição para servir o seu semelhante, pois o servir é a essência do despertar da dignidade e do reconhecimento do outro como igual, sem qualquer pretensão.”

“Fique atento à vida. Faça, ouse e busque. Mas, acima de tudo, não ouça ninguém sem ter antes escutado o seu coração.”

A alegria de estar sozinha

Em 11.08.2016   Arquivado em Relacionamento

A gente cresce ouvindo músicas, vendo filmes e novelas sobre o amor. A gente acredita naquele amor romântico, onde o outro seja a metade da nossa laranja, a tampa da nossa privada, o sapato velho pro nosso pé cansado. A gente aprende, a todo momento na nossa vida, um conceito errado de amor. E por causa disso, acaba colocando em outra pessoa a culpa da nossa infelicidade.

A verdade é que ninguém é responsável por nós, ou deveria ter esse peso. Nós somos os únicos responsáveis por nos fazermos felizes. Sim, isso mesmo. A verdade é que esse é um peso muito grande pra outra pessoa carregar, quem quer que ela seja.

Estar sozinha é aprender a se amar, a se ouvir, a se conhecer.

Estar sozinha é aprender a se colocar em primeiro lugar pela primeira vez, e aprender a compreender quais são seus desejos e pra onde você quer ir, em vez de ir pra onde você acha que deve ir, por estar dando prioridade à outra pessoa.

Estar sozinha é apreciar e o silêncio, é aprender a se ninar e dormir feliz com isso.

Estar sozinha é se mimar quantas vezes por mês você quiser, assistir todos os seriados que você quer sem ninguém reclamar que não gosta de séries ou não quer fazer aquilo naquele momento, forçando você a abandonar sua vontade em prol de outra pessoa. Como sempre.

Estar sozinha é aprender que você se basta, e quando você não depende de ninguém, consegue estar livre pra amar alguém por suas qualidades, não por uma esperança de a pessoa ser o que você não é ou completar o que te falta. E assim a probabilidade de dar certo é muito maior.

Por um mundo com mais pessoas que se bastam e entram em relacionamentos para acrescentar, e não buscar uma completude imaginária.

O poder transformador de uma fraqueza

Em 05.07.2016   Arquivado em Pessoal

Cresci escutando que eu era ferrenha em achar e apontar defeito nas pessoas. Minha mãe sempre me disse isso, e passei a acreditar.

Conforme eu ia crescendo, realmente percebi que isso tinha um fundo de verdade, e muitas vezes eu era crítica além da conta com as pessoas à minha volta. O mais interessante é que descobri que também era assim comigo mesma. Não admitia erros, falhas, qualquer arranhãozinho que pudesse macular a imagem que eu tinha formado dentro da minha cabeça para mim mesma. Se eu não tivesse correspondendo o esperado, ninguém precisava apontar o dedo, eu era sempre a pessoa a apontar antes de todos.

Isso trouxe muitas consequências ruins durante a minha vida. Tanto nos meus relacionamentos com as pessoas, como com a minha autoimagem. E não se desconstrói isso de um dia para o outro. E acredito que até hoje não desconstruí totalmente, embora tenha me esforçado ferrenhamente a cada dia. Mas aprendi a direcionar para uma coisa boa, aprendi a usar esse defeito como uma força para mim. Decidi que isso seria um poder transformador na minha vida.

Quem me conhece sabe que a minha paixão pelos livros começou mesmo antes de eu aprender a ler. Decidi que essa minha característica de apontar defeitos seria bem direcionada para os textos, apontando os problemas que eles têm. E foi isso que eu fiz. Não sou nenhuma expert em textos ainda. Sinto que engatinho, até porque embora sempre tenha tido muita intimidade com a leitura, nunca de uma maneira técnica, como agora. Então até isso estou desconstruindo. Mas estou aprendendo. E tentando fazer com que minhas fraquezas se tornem meus pontos fortes.

Vamos seguindo… 😉

Agora que eu tenho 30…

Em 18.01.2016   Arquivado em Pessoal

30

Engraçado que quando eu estava prestes a fazer 30 anos eu entrei em pânico. Achei que oficialmente eu ia ficar velha e comecei a repensar toda a minha vida. Na época, estava com o bebê muito pequeno ainda, e coisas simples, como ir ao cinema, estavam bem escassas no meu mundo.

Hoje, olhando praqueles meses que precederam meu aniversário, olhando os meses que se passaram, e faltando pouco tempo pra chegada dos 31 por aqui, parece que sou outra pessoa.

Não sei o que acontece com a gente quando faz 30. Alguma coisa muda dentro da gente. Não sei se isso acontece realmente com todo mundo (e até acredito que não, porque conheço cinquentão que nunca amadureceu), mas comigo foi bem assim.

Na verdade, quando os 30 finalmente chegaram na minha vida, eu tomei mais coragem pra olhar a vida de frente. Parei de fingir pra mim mesma. Parei de fingir que eu era feliz, parei de fingir que gostava da minha situação, parei de fingir que eu estava bem daquele jeito. Meti o dedo na ferida e fiz o impossível, virei minha vida de cabeça pra baixo, e comecei o processo de expurgo. Muita gente falou que eu estava maluca, que eu não estava batendo bem, mas na verdade, elas não compreendiam o que se passava dentro de mim. Só quem compreendia era eu, e eu era a única que podia mudar minha vida.

A verdade é que os 30 fizeram eu sintonizar comigo mesma novamente, e ver as coisas que eu realmente precisava para ser feliz. E me deu coragem de começar a colocar em prática.

Hoje eu tenho menos amigos. Não, na verdade eu tenho só quem deveria ter ficado mesmo, porque a seleção natural atuou fortemente esse ano. Os que foram, é porque eu simplesmente não quis mais conviver com quem não merecia meu tempo e disposição. Os que ficaram, são os que realmente importam.

Hoje eu me sinto mais preparada. Mais preparada pra mim mesma e pro mundo. Mais preparada pra ser mãe. Me sinto mais mulher também. Me sinto mais completa, me sinto autossuficiente. Não preciso de ninguém. Eu preciso de mim mesma. Se alguém quiser ficar comigo, será bem vindo (desde que traga uma boa vibe), mas se não quiser ficar, tudo bem também.

Hoje eu tenho tudo diferente, mas na verdade acho que dei o primeiro passo pra minha felicidade. E tem sido muito bom. Tem sido libertador. E eu me sinto leve. Acho qua talvez ainda falte eu achar meu lugar no mundo, mas quem eu sou e a pessoa na qual eu quero ser daqui pra frente, isso eu já sei.

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