Quando você quer abraçar o mundo…

Em 20.05.2016   Arquivado em Pessoal

Se tem uma coisa que eu venho aprendendo ao longo do tempo, essa coisa é não querer abraçar o mundo. Mas mesmo assim, muitas vezes quando eu me dou conta, já estou querendo abraçar de novo.

Cheguei nesse ponto de novo. Estou fazendo tantas coisas que fico no limite do cansaço. Meu dia começa às 5h, e quando coloco meu filho pra dormir às 20h, dá vontade de deitar e dormir junto. E sinceramente, muitas vezes na semana isso tem acontecido, tristemente (porque aí acumulam mais coisas ainda pro dia seguinte).

A questão é que eu estou querendo compensar o tempo “perdido”. Muitos anos perdidos em uma carreira que eu não gostava, e agora que eu me achei, quero logo concluir a faculdade, já penso no mestrado, tenho milhares de ideias para artigos científicos… Fico nessa vibe, quero fazer tudo ao mesmo tempo, e acabo não dando conta.

Sempre prometo pra mim mesma que não vou fazer isso de novo, mas no final das contas quando eu não estou nesse ritmo eu me sinto uma inútil. Só eu que me sinto assim? Eu vejo pessoas que com a minha idade já realizaram tanta coisa que eu quando não estou no limite de tarefas que aguento, acho que na verdade estou desperdiçando tempo. Eu sei que isso não é saudável, já aprendi há muito tempo, e da pior forma.

Pelo menos hoje eu tenho um acúmulo de tarefas legais. Antes era acúmulo de tarefas que eu odiava. Isso me deixava doente. Hoje eu tenho um zilhão de coisas pra fazer e sempre estou empolgada planejando a próxima coisa pra encaixar no tempinho livre de quando qualquer uma que está em andamento finalizar. E assim vamos prosseguindo.

Estou cansada. Mas estou feliz, muito feliz.

Finalmente a mini pessoa está saindo da toca!!!

Em 21.09.2015   Arquivado em Maternidade

Pessoas um pouquinho mais próximas a mim com certeza já escutaram minhas preocupações sobre o Rodrigo, Rodelícia ou mini pessoa, como queira chamar. Rs… Isso porque eu sou muito encucada com o desenvolvimento do meu filho. Na época da gravidez tomei vitaminas a mais que ajudavam o desenvolvimento do cérebro do bebê, sempre colocava música clássica e outras boas músicas (Beatles, Phil Collins), e desde que ele nasceu, sempre estimulei muito.

Quando outras crianças com a mesma idade dele (e algumas mais novas) conseguiam fazer tal coisa e ele não fazia, eu começava a ficar super preocupada se meu filho estava atrasado em alguma coisa. Assim foi pra tudo: dentes, engatinhar, andar… Ele fez 1 ano e não andava ainda, enquanto as outras crianças do nosso convívio já andavam com essa idade. Ele foi dar os primeiros passinhos de verdade 15 dias depois do aniversário.

No começo desse ano coloquei Rodrigo numa escolinha escolhida a dedo pra ajudar no desenvolvimento e liberar meu dia pra eu poder voltar a trabalhar. Achei que o estímulo com outras crianças ia ajudar meu filho a ter um desenvolvimento mais rápido, mas minhas expectativas foram em vão. E a minha maior preocupação era a interação que ele tinha com outras pessoas. Cheguei a conversar com a professora e a psicóloga da escola, e a resposta foi: “Mamãe, cada criança tem seu tempo. Ele interage bem com as crianças, mas quando cansa ele pega o brinquedo e vai pro canto da sala brincar sozinho.” Como essa resposta não acalmou meu coração, continuei em casa fazendo tudo que eu podia.

O que me deixou mais preocupada ainda foi quando ele começou a não desenvolver a fala. Crianças bem mais novas que ele já falavam “mamã” e ele nada. Mas finalmente, essa semana, com 1 ano e 11 meses, ele desandou a falar, coisa que eu mal acreditei. Cheguei a chorar de emoção (pode rir, mãe é bicho bobo mesmo). Ele apontou pra Lua e falou “Lua”!!! Começou a falar “Ô Toodles!” da Casa do Mickey. Agora conta de 1 até 10. De vez em quando solta umas palavrinhas novas, mesmo que a pronúncia não seja perfeita ainda. Nossa… Agora acho que meu coração está começando a acalmar, porque eu ia ficar muito frustrada se meu filho fizesse 2 anos e não falasse nada.

Se bem que… né… ele não fala mamãe ainda. :(

Por amor aos nossos corpos

Em 22.05.2015   Arquivado em Pessoal

Não é a primeira vez que eu fico tentada a escrever aqui sobre esse tema. Porque vivemos em um mundo tão cruel (e ouso dizer que no Brasil as coisas podem ser ainda mais críticas) que a gente está o tempo todo achando que não somos boas o suficiente.

A gente vê na TV, na revista, no Instagram e no Facebook o tempo todo uma porrada de mulher linda, sem celulite, sem estria, que acabou de ter filho e a barriga está mais sarada que a sua depois de 2 anos fazendo abdominal na academia dia sim, dia não. Isso tudo vai entrando meio que por osmose na nossa mente e a cada dia a gente vai achando que não é boa o suficiente. A gente faz uma porrada de dieta, fica malhando na academia desesperadamente, gasta todo o nosso dinheiro em uma porrada de tratamento estético, alisa o cabelo pra ficar igual a atriz X, coloca silicone pra parecer mais com a Y, faz uma lipo na cintura e coloca na bunda pra ficar mais parecida com a modelo Z. Isso tudo está chegando em um nível tão doentio que eu fico agoniada ao ver.

Sim, nossos corpos são lindos! Sim, somos lindas com nossas imperfeições e são elas que nos fazem especiais. De que adianta se matar pra tentar ser igual às outras? Somos lindas e especiais porque somos diferentes. Assim como nosso coração carrega as marcas e cicatrizes dos nossos relacionamentos, dos nossos amores e sofrimentos, o nosso corpo também é a estrada da nossa história. Cada estria conta uma história, as cicatrizes nos lembram alegrias ou dores. Devemos celebrar isso.

Se algum homem não te quiser por suas estrias e celulites, diga em voz alta: “Que bom que ele foi embora!”. Sério mesmo. Tem homem que não aguenta ter uma mulher do lado, só bonecas infláveis. Deixa ele achar uma então.

Não estou dizendo que devemos deixar de nos cuidarmos, não é isso, né? Ser vaidosa é bom pra nossa autoestima, pra nossa alma. Se amar passa pelo processo de se cuidar. Mas também passa pelo processo de se aceitar como é, e não tentar o tempo todo ser algo que que você nunca poderá ser: outra pessoa.

Somos lindas porque somos nós. Somos lindas porque somos mulheres. Somos lindas porque somos guerreiras. Somos lindas porque nos amamos. Somos lindas porque nos aceitamos. Somos lindas porque somos únicas no mundo. E se você ouvir algo diferente disso, é mentira. 😉

PS.: Devo minha inspiração e as fotos desse post ao site “A Beautiful Body Project”.

30 coisas pelas quais eu sou grata

Em 27.04.2015   Arquivado em Religião

Essa sexta é meu aniversário de 30 anos, por isso comecei a refletir sobre muitas coisas na minha vida. Resolvi fazer uma lista de 30 coisas pelas quais eu sou grata.

Sou grata…

…por meus filhos.
…por toda a minha família.
…pela oportunidade de estudar.
…por meus amigos.
…por saber que posso orar e ser escutada e respondida.
…por saber que posso voltar a viver com todos os meus familiares um dia, e pra toda a eternidade.
…por Deus me ajudar a levantar da cama com vontade de batalhar todo dia.
…por meu blog.
…por fazer coisas que gosto.
…por toda a oportunidade de arrependimento. Porque posso começar de novo, do zero.
…pelo ar que eu respiro.
…pela comida, que embora eu não veja como fartura, sei que é muito farta se compararmos com toda a comida que muitos têm.
…pela minha saúde.
…por todo o aprendizado que eu tive na Igreja, que me ensinou a ser uma pessoa melhor.
…pela oportunidade de progredir a cada dia.
…pelos professores que foram um exemplo pra mim e me ensinaram o valor do estudo.
…por todos os livros que chegaram até mim, porque eu tenho sede de conhecimento.
…por quem inventou o óculos de grau, sem ele eu não conseguiria nem pegar um ônibus hahaha…
…pela bondade de muitas pessoas que estenderam a mão pra mim nos momentos de maior dor física e emocional.
…pelo dinheiro que eu tenho. Pode não ser muito, mas com certeza sou muito afortunada.
…por viver em um país onde cada um pode professar suas crenças sem ser torturado ou morto por isso.
…por todos os finais de semana… rsrsrs…
…e por todos os feriados.
…e por ter nascido em um ferido e nunca precisar trabalhar ou ir pra escola nesse dia tão especial.
…por todos os sorrisos sinceros e abraços apertados que já ganhei.
…pela natureza, que me deixa de alma lavada.
…por todas as dores físicas que passei, pois me tornaram mais fortes pra aguentar a dor do parto.
…por poder me expressar artisticamente de várias formas, pois essas formas de expressão são minha catarse.
…por poder andar de bicicleta.
…pelo pôr-do-sol e barulho das ondas. Juntos, formam a combinação perfeita.

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