5 histórias constrangedoras sobre mim

Em 19.10.2015   Arquivado em Pessoal

Quem me conhece sabe que eu sou a rainha dos micos! Rs… Acho que só perco pra minha irmã, mas medalha de prata é bom também, né? Rs…

Eu juro que eu queria gravar um vídeo, mas não tive coragem, porque só de lembrar das coisas pra fazer uma lista eu morri de vergonha! Hahahaha… Então vai escrito mesmo que dói menos pra mim! Rs…

1) Quando o corretor amigo me traiu!

Estava conversando pelo Whatsapp com um rapaz que não era nem um pouco íntimo, na verdade era colega de trabalho, e falávamos em inglês. Quando ele disse que estava doente (sick) eu fui responder, e olha, que lindo, o corretor mudou de sick pra dick. Sim, queridos. D-I-C-K! Ele mandou um HAHAHA de 5 linhas e 500 emoticons chorando de rir, e eu queria enfiar minha cabeça num buraco.

2) Quando eu quis dar uma de gostosona

Tinha um cara na faculdade. Uhum, aquele bofe que você passa mal. E eu nunca tive o hábito de ficar / namorar com ninguém na escola ou faculdade porque todo mundo fica sabendo, e porque depois quando termina ainda tem que olhar pra cara do sujeito todo dia. Mas por aquele bofe, eu arriscaria virar motivo de fofoquinha na turma! Rs… Eu vi que ele estava no Centro Acadêmico com uns amigos, então resolvi passar toda gostosinha rebolando pela frente do CA. Mas o que eu não contava era que a moça da limpeza tinha encerado o chão recentemente. Então vocês já sabem o que aconteceu, não é? Sim, eu tava passando toda rebolativa quando escorreguei e caí DE BUNDA no chão com as pernas abertas (ainda bem que estava de calça jeans)!!! Fez aquele barulhãoooo!!! Todo mundo foi pra porta pra ver o que tinha acontecido, inclusive ele. Eu fiquei tão sem graça que fiquei rolando no chão de tanto rir (eu quando fico muito nervosa tenho ataque de riso).

3) Quando eu tive vontade de mostrar a cor da minha mão pra todo mundo dentro da van

Quem conhece meu filho sabe como ele solta bastante arzinho pelo fiofó. Rs… E sabe quando vem aquele arzinho tão podre que você quase vê o verdinho? Meu filho é desses.
Um belo dia estava com ele dentro da van voltando da escola, e ele sentado no meu colo. Ele soltou um pum tão sinistro que eu senti o bumbum dele tremer no meu colo. Eu já logo pensei: “Tomara que não fique fedendo!” Ele lá todo serelepe dando tchau pros ônibus que passavam e começou a feder sinistramente, como se tivesse sido um adulto. Pow, a van fechada, aquele cheiro começou a se espalhar, e a mulher do meu lado começou a coçar o nariz e me olhar torto, achando que tinha sido eu. Eu falei pra ela, baixinho: “Desculpe, foi o bebê.” Ela respondeu: “Aham!” Caraca… Fiquei pra morrer com aquela resposta, fiquei com vontade de fazer igual criança que mostra a mão pra dizer que não soltou pum. Mas não, desci da van com o baby no colo, e nem quero pensar nos comentários que fizeram quando eu desci…

4) Quando eu mandei a mensagem pra pessoa errada

Quem conversa comigo bastante pelo Whatsapp / Facebook / Skype sabe que de vez em quando eu mando umas mensagens erradas. Isso é um tristeza, não sei o que acontece com meu cérebro. Já passei por muitas situações chatas e tento ter maior atenção nisso, mas uma horinha que eu tô um pouco mais desligada, PIMBA! Mensagem pra pessoa errada.
Nesse dia eu estava passando muito mal, estava sozinha em casa, tinha pedido pra alguém ficar com o bebê porque eu estava sem condições de levantar da cama. De manhã eu fui lá, tomei banho, destranquei a porta e deitei enrolada na toalha mesmo. Mandei uma mensagem no Whatsapp pra minha mãe: “Mãe, estou deitada na cama dormindo. Tô mal. Vem aqui me levar no hospital que eu não tenho condições de ir sozinha. Deixei a porta destrancada, não demora.” E dormi. Acordei quase na hora do almoço e ela ainda não tinha chegado. Fui pegar o celular pra olhar, e tinha mensagem de um amigo: “Acho que essa mensagem não foi pra mim. Mas estimo suas melhoras.” Raaaaaacha minha cara de vergonha!!! E ainda por cima minha mãe nem foi avisada que era pra me levar no hospital… Ninguém merece.

5) Quando minha amiga falou UUUU pro bombeiro

Eu no hospital com uma amiga. Ela estava grávida de 9 meses, os pés inchados, a barriga enorme. Esperávamos a consulta pra ver se estava tudo bem com o bebê, quando passou um bombeiro (por que um bombeiro estava dentro do hospital, eu não sei até hoje) na nossa frente, e parou de costas pra gente pra beber água.
Minha amiga, NA MESMA HORA, deu aquele gritinho fininho: “UUUUUUU! AI UM DESSES LÁ EM CASA!” Só que ela perdeu a noção, fez isso muito alto, e o cara estava perto da gente. Eu não me aguentei e tive um ataque de risos de nervoso, e ficava cutucando ela pra parar e ela olhava pra mim e perguntava (sem se preocupar se estava falando baixo): “Vai dizer que esse morenão não é um gostoso?! Olha a bunda dele! Imagina o documento!” O-M-G! Eu queria me jogar da janela do 3º andar do hospital! Hahaha… A garota nem com 9 meses de gravidez, quase parindo, não aquieta aquele facho!!! Mas o pior mesmo foi o bombeiro indo embora, e eu vendo ele com risinho de canto de boca. Hahaha…

Agora, como eu não quero pagar mico sozinha, vou indicar 5 amiguinhas pra fazer o post também:
Mãe ao Cubo / Guria Chique / Novas Alices / Tinha que ser a Chell / Resenhando sonhos

Bora todo mundo pagando mico! Rs… Beijos!!!

{Para todos os garotos que já amei} O barbudo dos meus sonhos

Em 03.08.2015   Arquivado em Escrita Criativa

barbudo

Não sabia que podia te amar mais. Mas aconteceu. Ver seus olhos brilhando ao admirar nossa obra-prima pela primeira vez foi a visão mais linda que eu tive na vida. Parece que todos os nossos momentos especiais foram uma preparação para aquele olhar. Na verdade eu ainda fico me punindo, pois gostaria de ter tido uma visão mais clara de toda a situação, mas a emoção era tão forte que meus olhos estavam inundados.

Você veio até mim com a coisinha mais linda nos braços, com o sorriso mais orgulhoso do mundo. Nem toda aquela barba escondia seu sorriso. Meu barbudo, como algum dia podia imaginar que meu coração ficaria tão quentinho só de olhar você sorrindo pra nós?

Você aproximou aquele diamante do meu rosto, e pela primeira vez pude sentir seu cheio e ver seu rostinho. Acho que ela vai ter o cabelo parecido com o seu. É tudo que eu posso opinar no momento. Também acho que seremos muito felizes. Seremos? Acho que me expressei mal. Nós já somos muito felizes. E essa linda garotinha que acabou de sair de dentro de mim é o fruto da nossa felicidade.

Não sei como lidaremos com a nossa vida, sabe? E às vezes tenho um pouco de medo disso. Os meus, os seus e os nossos. Você e eu. E uma salada de frutas. É muita coisa pra uma mesma casa. Só falta um cachorro. E um quarto a mais, pra caber todos os nossos livros. Será que alguém é mais feliz que isso? Duvido. Nossa vida pode ser complicada, mas é tão simplesmente maravilhosa que não consigo imaginar alguém sendo mais feliz que nós dois. Que nós cinco.

Que horas você vai chegar do trabalho hoje? Meu coração apertou de saudade. E quando isso acontece dá vontade de chorar. Só nos seus braços eu aquieto. Escutando seu coração, com meu ouvido grudado no seu peito. Roçando meu rosto na sua barba, até ficar toda vermelha e pinicando. Sentindo seu cheiro e dormindo com nossas pernas entrelaçadas. Esse é meu porto seguro: você.

Hoje ela chorou muito. Já dei todo o leite que pude, meu peito esvaziou. Acho que ela sente sua falta tanto quanto eu. Você é indispensável na nossa vida. Vem logo! Deita aqui na cama com a gente, deixa nossa princesa no meio, pra gente ter a visão mais sublime do amor. Vamos comprar uma cama king size, pra caber todo mundo. E quando todos eles dormirem, a gente faz amor no sofá.

Tem que ser muito homem pra ser mãe!

Em 17.04.2015   Arquivado em Maternidade

Essa é uma das fotos do meu período de gravidez que eu mais amo! Foi no chá de bebê! <3

Hoje cheguei em casa molhada. Minha roupa pingava, meus braços e minhas costas doíam. E não eram nem 9h da manhã. Pensei comigo mesma que já estava bom, podia deitar e dormir e só acordar amanhã. Mas me dei conta que não, na verdade o dia estava só começando e eu ainda tinha muita coisa pra fazer. Respirei fundo e fui tomar um banho.

Você quer saber o motivo pelo qual eu estava pingando? Acordei às 5h da manhã, arrumei a bolsa do meu filho pra creche, fiz mamadeira, acordei ele, dei mamadeira, arrumei pra escola. Discuti basicamente porque o pai acordou tarde e não queria levar ele na escola, e queria que eu levasse. Me recusei. Estresse às 7h da manhã. Finalmente ele foi embora com o garoto. Recolhi todo o lixo da casa, me arrumei correndo e saí que nem uma louca de casa sem nem tomar café da manhã. Estava tão apressada que levei as sacolas de lixo na mão até a esquina, quando me dei conta de que podia deixá-las. Coloquei no cesto de lixo do vizinho. Fui até 3 farmácias pra cotar preço de remédio pro pequeno, mas nenhuma farmácia me agradou. Fui fazer compras no mercado com uma mão, enquanto com a outra eu ligava pra outras farmácias e tentava entrar em contato com a secretária do pediatra pra marcar uma consulta pro meu filho. Saí do mercado cheia de sacola, peguei um táxi até em casa porque não aguentava tanto peso e tinha começado a chover bastante. O taxista falou “discretamente” que estava espirrando, dando a entender que não podia me ajudar a subir as escadas com as sacolas. Então fiquei fazendo várias viagens pra colocar as compras ensopadas pra dentro de casa. E consequentemente fiquei tão ensopada quanto as comidas que eu tinha acabado de comprar.

Se você acha que só isso já dava pra acabar o dia, eu também acho. Mas a lista de tarefas a fazer sempre é maior do que o tempo que eu tenho. E tudo se complica exponencialmente quando temos um filho.

Não… Deixa eu me explicar…

Se eu tivesse uma empregada, uma babá e um carro minha vida seria muito menos complicada. Mas não tenho. Não quero dizer que quem tem é menos “macho” do que eu, porque não sei a vida de cada um, mas me sinto uma rocha por acordar tão cedo e encarar um dia tão puxado every single day. E ninguém entende isso. Acho que só quem passa pelo mesmo que eu.

As pessoas têm a mania de achar que mulher que não trabalha fora não faz nada da vida. Eu posso não trabalhar de carteira assinada no momento, mas trabalho, e muito. Eu cozinho, lavo, passo, faço faxina, faço compra de mercado, carrego filho “no muque” porque não tenho carro, então vou com ele de ônibus e van pra cima e pra baixo segurando com uma mão só, pra poder me segurar com a outra. Além disso faço faculdade, estudo pra caramba, pego trabalhos freela, tenho o blog que me toma bastante tempo também e muitas outras coisas que não estão nessa lista. De noite eu não durmo, eu desmaio de cansaço.

Se você estiver me vendo on em alguma rede social, saiba: eu estou on, mas estou fazendo outra coisa. #fato Agradeço ao Pai todos os dias pela habilidade multitarefa das mulheres, porque posso pelo menos conversar com minhas amigas no Whatsapp enquanto coloco arroz no fogo ou lavo uma louça. Acho que se não fosse isso eu já tinha pirado.

E se você acha que estou exagerando, vem aqui e troca de rotina comigo por 5 dias: de segunda à sexta. Depois me fala se você é macho que nem eu ou vai levantar bandeira branca.

Levando meu filho de 10 meses ao Theatro Municipal do RJ

Em 20.09.2014   Arquivado em Pessoal

Eu sei que hoje ele já está com 11 meses mas outra semana passada, quando eu levei ele ao Theatro, ele ainda tinha 10 meses (eu levei um tempo até digerir essa história). Eu pensei sinceramente em gravar um vídeo pra contar minha saga desse dia, mas a vergonha foi maior! Hahahaha…

Esse é um post-alerta pra quem tem filhos pequenos e acha que eles são quietos.

Todo domingo eu vou à Igreja. Como estou líder das mulheres adultas, muitas vezes preciso chegar bem antes do horário, e a maioria das vezes saio da capela quando quase todo mundo já foi embora. O Rodelícia é arrumado no domingo ainda dormindo pra ir pra capela, e muitas vezes toma a primeira mamadeira lá. Quando dou aula, e ele fica sentadinho no carrinho vendo. Em certo momento eu dou uma frutinha pra ele e ele dorme o resto da manhã, até terminar a reunião. Algumas vezes ele não dá nem um pio e as pessoas no final vem me dizer que nem parecia que tinha um bebê na sala.

De acordo com essas e outras experiências, do tipo cinema, que ele também fica quietinho vendo o filme, decidi que também poderia levá-lo ao teatro. Meu marido me ligou em cima da hora lembrando que o espetáculo era naquele dia (eu achando que era na próxima sexta), e saí correndo pra me arrumar e arrumar meu filho. Anderson ainda cogitou a possibilidade de deixarmos o bebê com a minha sogra, mas eu falei que não tinha necessidade e fui correndo com ele pro teatro, onde meu marido estava na porta esperando a gente.

Rodrigo prontinho esperando o táxi pra ir ao Theatro

Uma foto da Ópera

Entramos já com alguns minutos de atraso e já estava a ópera rolando (fomos ver Salomé). Na primeira meia-hora Rodelícia ficou sentadinho no meu colo vendo tudo, como de costume, sem dar um pio. E eu feliz da vida curtindo (quem é mãe de bebê pequeno sabe que qualquer oportunidade de sair é uma alegria). Mas depois ele queria cantar junto com a Salomé, e ficou dando uns gritinhos. As pessoas viravam pra olhar pra mim, e eu comecei a ficar tensa. Fiquei conversando com ele baixinho dizendo que no teatro não podia cantar, só quem estava no palco. Mas um bebê de 10 meses entendeu? Claro que não! Hahaha… Continuou cantando… Daqui a pouco ele começou a fazer força pra ir pro chão, mas não tinha como eu deixar ele ir, aí ele começou a se estrebuchar e pimba! Deu com o pé na cabeça do senhor na fileira da frente. Morrendo de vergonha, eu coloquei ele virado pra trás, como se fosse arrotar, e comecei a ninar ele, mas ele começou a conversar com a mulher da fila de trás, que por sua vez não estava feliz com um bebê atrapalhando a ópera. Quis dar mamadeira pra ele dormir mas ele começou a chorar agoniado de sono e o som muito alto. Enfim… Fiquei tão nervosa que dei o bebê pro marido segurar e fui pular ele pra ir pro corredor. Mas o local pra passar era muito estreito e tinha um degrau que no escuro eu não vi. Resultado: caí por cima da pessoa da fileira da frente, no buraco entre as fileiras e a rampa do corredor. Doeu muito e todo mundo olhou pra mim! Eu queria sentar e chorar de vergonha, mas tinha que manter a pose. Levantei, peguei o Rodrigo e saí pro corredor.

Achei que meu marido viesse atrás de mim pra ver se estava tudo bem comigo, mas ele continuou vendo a ópera. Fui tendo um sentimento de fracasso porque não consegui manter ele quieto, junto com raiva pelo marido não ter ido atrás de mim, e muita vergonha por tudo que tinha acontecido. Fiquei do lado de fora no corredor, com Rodrigo andando e engatinhando pra todos os lados, e eu cheia de dores nas pernas pelo tombo e toda suja.

Finalmente depois de uns 15 minutos o Anderson foi até o corredor pra me perguntar se eu não ia voltar pra terminar de ver a ópera. OI??? Dei um faniquito com ele, falando que era um absurdo ele ter ficado vendo a ópera em vez de ver se estava tudo bem comigo, e ainda por cima quando saiu tinha deixado todas as bolsas sozinhas dentro do teatro. Falei pra ele pegar as bolsas e desci, saí do teatro e fiquei esperando na porta com Rodrigo no colo. Eu estava com tanta vergonha que não queria mais ver ópera, não queria mais entrar lá e estava em pânico do espetáculo acabar e as luzes se acenderem e todo mundo ir saindo olhando pra minha cara com aquele olhar fuzilante pensando que mãe idiota teria a infeliz ideia de levar um bebê ao teatro.

Felizmente (pelo menos isso!) pegamos o táxi de volta sem ver ninguém, exceto os seguranças, e eu voltei chorando dentro do táxi com todos aqueles sentimentos aflorados em mim. Pra completar, eu queria muito ter aproveitado mais o teatro, porque minha avó era soprano ligeiro do Theatro Municipal do RJ e ela me levou muitas vezes pra lá, eu ficava na coxia vendo os espetáculos e era maravilhoso! Aquilo ali fez parte da minha infância! Queria tirar fotos no Theatro, mostrar um pouco pro meu marido e filho um lado da minha história que eles ainda não conheciam. Mas nem isso eu pude.

Passei o final de semana remoendo aquela história na minha cabeça com meus 2 joelhos roxos pelo tombo. Porém, segunda-feira eu já estava melhor dos pensamentos, pelo menos. Tudo poderia ir se amenizando aos poucos, mas aí vem o capítulo final. Marido chega do trabalho na segunda e vem conversar comigo na cozinha, enquanto eu estou terminando de preparar a janta. Ele fala: “Poxa! O Rodrigo foi o comentário hoje do trabalho! Todo mundo achou ele super fofo!” Eu: OI??? Tinha alguém do trabalho lá?” Ele: “Claro! Aquele balcão inteiro do teatro era pro pessoal do trabalho.”

Nunca mais vou a nenhuma festa da empresa dele nem nada parecido. #FIM

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