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A lição que quase todo casal esqueceu

Essa semana estava conversando com um amigo e ele falou a seguinte frase: "Um relacionamento é mais sobre tolerar os defeitos do outro do que ter afinidade". Na hora que ele falou isso eu fiquei pensativa, e por isso, passei meu final de semana estudando e refletindo sobre esse tópico. Vou compartilhar com vocês alguns pensamentos.

Embora muitas pessoas não levem isso em consideração, acredito que o autoconhecimento é liberdade pessoal, e fundamental pra que você dê certo com outra pessoa. Você precisa saber o que gosta, o que não gosta, que defeitos são toleráveis e que defeitos não são toleráveis pra você. Precisa saber suas necessidades em um relacionamento e aquilo que não tem muita importância. Mais do que isso: precisa conhecer seus limites, imperfeições e pontos fortes. O autoconhecimento é um exercício diário e pra vida toda. Não me surpreende, então, que casais mais velhos sejam mais "mornos". Não porque não exista tesão, ou menos tesão do que os casais mais novos. Mas pessoas mais velhas tendem a encontrar uma harmonia maior justamente por se conhecerem mais, e saberem onde estão pisando em sua própria grama.

O autoconhecimento ajuda na escolha do companheiro também, certamente. Sabendo o que é aceitável ou não, desejável ou não, ao conhecer uma pessoa automaticamente você já observa os papos e as atitudes e sabe se aquela pessoa se enquadra. Outra coisa que eu escutei dele: "Afinidade é fácil". Verdade. Encontrar uma pessoa pela qual você tenha afinidade é muito mais fácil do que encontrar uma pessoa que além da afinidade você consiga conviver com os defeitos. Quantas pessoas já passaram pela sua vida nas quais você teve uma paixão arrebatadora? E por que não está com nenhuma delas até hoje? Só porque embora tivesse afinidade, isso não era suficiente pra prosseguir.

Hoje esquecemos um pouco disso. Estamos tão preocupados por achar alguém que se enquadre no currículo dos nossos sonhos que esquecemos de ver quais os defeitos que ele tem que estão na nossa lista negra. Seria mais fácil se a gente procurasse alguém pra se relacionar por método de exclusão? Rs… Não sei, mas acho que no final, na prática, é isso que acontece. "Fulana é linda, educada, mas tem mau hálito, e esse é um defeito que não é aceitável pra mim." Acho que os mais velhos vão mais pela exclusão mesmo. E lá se vai pelo ralo toda a ideia romântica de par perfeito ou alma gêmea que as garotinhas de 15 anos acreditavam encontrar algum dia.

Quando a gente vai ficando mais calejado, a escolha da pessoa certa é mais uma escolha consciente do que uma escolha sentida. Claro que o sentimento é fundamental, mas quantas vezes a gente corta o mal pela raiz quando é mais velho por que a pessoa não se enquadra? Muitas, não é mesmo? É aquela velha história: "Ela era super legal, mas aquele defeito não tinha como conviver". E lá se foi um amor pelo ralo. Será? Acho que não. De que adiantam 2 anos de paixão arrebatadora e quando a paixão passa, anos de sofrimento? Eu, particularmente, não tenho mais idade pra isso, e nem saco. Aí acho que posso citar uma frase de Thomas Monson que reflete muito isso: “Escolha seu amor, ame sua escolha”. Faça uma escolha consciente. Leve em consideração tudo isso. E depois mergulhe de cabeça. E persevere até o fim (e esse fim não é aquela história de que seja eterno enquanto dure não, viu?). Ame diariamente a escolha que você fez. Sobrepuje junto os problemas. Mais uma citação oportuna, dessa vez de Gordon B. Hinckey: “Todo casamento está sujeito a problemas ocasionais. Mas com paciência, respeito mútuo e um espírito de tolerância, podemos solucionar esses problemas. Se erros foram cometidos, podemos pedir perdão, arrepender-nos e perdoar. Mas é preciso que ambas as partes tenham disposição de fazê-lo.” Ambas as partes. Essa é uma das chaves, na minha opinião. Se o cara não quer vestir a camisa comigo, cai fora. Prefiro ficar sozinha.

Muitas vezes, por diversos motivos (seja por falta de autoconhecimento ou ignorância consciente dos defeitos intoleráveis do outro) a gente acaba se enfiando num relacionamento destrutivo. Entendam bem a diferença entre perseverar e se suicidar em um relacionamento, ok? Perseverar é quando há erros e os dois se arrependem quando precisam e vão prosseguindo, se reinventando, se apaixonando de novo. Se suicidar num relacionamento é quando você faz mais do que deveria, não respeita seus limites, é humilhado ou ignorado ou está em um relacionamento abusivo. Quando está nesse ponto, talvez seja a hora de voltar lá pro primeiro passo: o autoconhecimento. Última citação, prometo: "Acima de tudo, espero que prometamos jamais ficar satisfeitos com um casamento medíocre. Há pouco tempo, um amigo meu contou-me que um de seus filhos pequenos perguntou: 'Acha que o vovô beijou a vovó alguma vez na vida?' Sem dúvida espero que minha esposa e eu tenhamos e demonstremos suficiente amor um pelo outro para que nossos netos não tenham que duvidar disso. Jamais podemos permitir que nosso relacionamento se torne apenas tolerância mútua ou rotina". Belamente colocado por Élder Marlin K. Jensen, não é mesmo? Relacionamento, embora tenha tudo a ver com tolerância, não pode se resumir a apenas isso. Capisce?

Então prossigamos refletindo e colocando a casa em ordem.

Beijos e até a próxima.

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