A lição que quase todo casal esqueceu

Em 12.07.2015   Arquivado em Relacionamento

Essa semana estava conversando com um amigo e ele falou a seguinte frase: “Um relacionamento é mais sobre tolerar os defeitos do outro do que ter afinidade”. Na hora que ele falou isso eu fiquei pensativa, e por isso, passei meu final de semana estudando e refletindo sobre esse tópico. Vou compartilhar com vocês alguns pensamentos.

Embora muitas pessoas não levem isso em consideração, acredito que o autoconhecimento é liberdade pessoal, e fundamental pra que você dê certo com outra pessoa. Você precisa saber o que gosta, o que não gosta, que defeitos são toleráveis e que defeitos não são toleráveis pra você. Precisa saber suas necessidades em um relacionamento e aquilo que não tem muita importância. Mais do que isso: precisa conhecer seus limites, imperfeições e pontos fortes. O autoconhecimento é um exercício diário e pra vida toda. Não me surpreende, então, que casais mais velhos sejam mais “mornos”. Não porque não exista tesão, ou menos tesão do que os casais mais novos. Mas pessoas mais velhas tendem a encontrar uma harmonia maior justamente por se conhecerem mais, e saberem onde estão pisando em sua própria grama.

O autoconhecimento ajuda na escolha do companheiro também, certamente. Sabendo o que é aceitável ou não, desejável ou não, ao conhecer uma pessoa automaticamente você já observa os papos e as atitudes e sabe se aquela pessoa se enquadra. Outra coisa que eu escutei dele: “Afinidade é fácil”. Verdade. Encontrar uma pessoa pela qual você tenha afinidade é muito mais fácil do que encontrar uma pessoa que além da afinidade você consiga conviver com os defeitos. Quantas pessoas já passaram pela sua vida nas quais você teve uma paixão arrebatadora? E por que não está com nenhuma delas até hoje? Só porque embora tivesse afinidade, isso não era suficiente pra prosseguir.

Hoje esquecemos um pouco disso. Estamos tão preocupados por achar alguém que se enquadre no currículo dos nossos sonhos que esquecemos de ver quais os defeitos que ele tem que estão na nossa lista negra. Seria mais fácil se a gente procurasse alguém pra se relacionar por método de exclusão? Rs… Não sei, mas acho que no final, na prática, é isso que acontece. “Fulana é linda, educada, mas tem mau hálito, e esse é um defeito que não é aceitável pra mim.” Acho que os mais velhos vão mais pela exclusão mesmo. E lá se vai pelo ralo toda a ideia romântica de par perfeito ou alma gêmea que as garotinhas de 15 anos acreditavam encontrar algum dia.

Quando a gente vai ficando mais calejado, a escolha da pessoa certa é mais uma escolha consciente do que uma escolha sentida. Claro que o sentimento é fundamental, mas quantas vezes a gente corta o mal pela raiz quando é mais velho por que a pessoa não se enquadra? Muitas, não é mesmo? É aquela velha história: “Ela era super legal, mas aquele defeito não tinha como conviver”. E lá se foi um amor pelo ralo. Será? Acho que não. De que adiantam 2 anos de paixão arrebatadora e quando a paixão passa, anos de sofrimento? Eu, particularmente, não tenho mais idade pra isso, e nem saco. Aí acho que posso citar uma frase de Thomas Monson que reflete muito isso: “Escolha seu amor, ame sua escolha”. Faça uma escolha consciente. Leve em consideração tudo isso. E depois mergulhe de cabeça. E persevere até o fim (e esse fim não é aquela história de que seja eterno enquanto dure não, viu?). Ame diariamente a escolha que você fez. Sobrepuje junto os problemas. Mais uma citação oportuna, dessa vez de Gordon B. Hinckey: “Todo casamento está sujeito a problemas ocasionais. Mas com paciência, respeito mútuo e um espírito de tolerância, podemos solucionar esses problemas. Se erros foram cometidos, podemos pedir perdão, arrepender-nos e perdoar. Mas é preciso que ambas as partes tenham disposição de fazê-lo.” Ambas as partes. Essa é uma das chaves, na minha opinião. Se o cara não quer vestir a camisa comigo, cai fora. Prefiro ficar sozinha.

Muitas vezes, por diversos motivos (seja por falta de autoconhecimento ou ignorância consciente dos defeitos intoleráveis do outro) a gente acaba se enfiando num relacionamento destrutivo. Entendam bem a diferença entre perseverar e se suicidar em um relacionamento, ok? Perseverar é quando há erros e os dois se arrependem quando precisam e vão prosseguindo, se reinventando, se apaixonando de novo. Se suicidar num relacionamento é quando você faz mais do que deveria, não respeita seus limites, é humilhado ou ignorado ou está em um relacionamento abusivo. Quando está nesse ponto, talvez seja a hora de voltar lá pro primeiro passo: o autoconhecimento. Última citação, prometo: “Acima de tudo, espero que prometamos jamais ficar satisfeitos com um casamento medíocre. Há pouco tempo, um amigo meu contou-me que um de seus filhos pequenos perguntou: ‘Acha que o vovô beijou a vovó alguma vez na vida?’ Sem dúvida espero que minha esposa e eu tenhamos e demonstremos suficiente amor um pelo outro para que nossos netos não tenham que duvidar disso. Jamais podemos permitir que nosso relacionamento se torne apenas tolerância mútua ou rotina”. Belamente colocado por Élder Marlin K. Jensen, não é mesmo? Relacionamento, embora tenha tudo a ver com tolerância, não pode se resumir a apenas isso. Capisce?

Então prossigamos refletindo e colocando a casa em ordem.

Beijos e até a próxima.

Abrindo os olhos no namoro e noivado

Em 05.06.2015   Arquivado em Relacionamento

Oie! Tudo bem com vocês?

Ontem falei que cada um tem o marido que escolheu nesse post aqui. Uma menina veio falar comigo sobre isso. Então, vamos destrinchar o assunto hoje, ok?

Eu dei a dica sobre 4 perguntas que você pode fazer a si mesma e responder de maneira sincera, pra poder medir se realmente vale a pena casar com aquela pessoa. Isso pode ser uma ajudinha, porque muitas vezes quando estamos embebidos de paixão, a gente não consegue enxergar direito, e depois acaba que se arrepende. Mas depois que casa é tarde demais…

É claro que você vai dizer que dá pra desfazer o casamento. Hoje, sei lá, acho que 50% dos casais se separam (infelizmente). Deve ser por aí a porcentagem mesmo, não é? Mas você não acha melhor não casar com a pessoa e achar uma que talvez seja mais compatível, do que se jogar de cabeça em um casamento onde você espera que ele muda pra ser bom? Imagina separar depois, principalmente com filho. É complicado. Quem cresceu com pais separados sabe como é, mesmo com pais que se dão super bem.

Acho que ninguém deve casar pensando que alguém pode melhorar. Porque pode ser que não melhore. Ou pode ser que piore. Estou sendo honesta. Então, hoje, com ele desse jeitinho mesmo, você se enxerga vivendo durante toda a vida?

Vou colocar aqui embaixo algumas frases e citações que podem ajudar você a compreender sobre o que eu estou falando:

Sobre o tipo de pessoa que deve estar ao seu lado

“Em uma amizade ou namoro, não quero que vocês gastem sequer cinco minutos com alguém que lhes despreze, que lhes critique constantemente, que seja cruel com vocês e que ainda chame isso de humor. A vida é dura o suficiente já sem ter uma pessoa que, no lugar de amar você, está acabando com sua autoestima, seu senso de dignidade, sua confiança e sua alegria. Aos cuidados da pessoa que diz amar você, você merece se sentir física e emocionalmente seguro.” (Jeffrey R. Holand)

Sobre o que é realmente o amor

“O que é o amor? Muitas pessoas pensam nisso como a mera atração física quando falam em ‘apaixonar-se’ ou ‘amor à primeira vista’. Isso pode ser a versão de Hollywood e a interpretação daqueles que escrevem canções de amor e romances de amor. O verdadeiro amor não vem embrulhado num papel tão frágil e inconsistente. Uma pessoa pode sentir-se imediatamente atraída por outra, mas o amor é muito mais do que a atração física. Ele é profundo, amplo e abrangente. A atração física é apenas um de seus muitos elementos, mas é preciso haver fé, confiança, compreensão e companheirismo. É preciso haver ideais e padrões comuns. É preciso haver grande devoção e companheirismo. O amor é pureza, progresso, sacrifício e altruísmo. Esse tipo de amor nunca se cansa nem desaparece, mas sobrevive à doença e a tristeza, à pobreza e à privação, ao sucesso e ao fracasso, pelo tempo e por toda a eternidade. Quando amamos realmente uma pessoa, preferimos morrer a prejudicá-la.” (Spencer W. Kimball)

Como descobrir que o que você sente é amor ou não

“Minha mãe disse certa vez que se você encontrar uma garota em cuja presença sinta o desejo de realizar mais, que o inspire a dar o melhor de si e fazer o máximo que pode, essa jovem é digna de seu amor e está despertando o amor em seu coração.” (George Q. Morris)

Espero que ajude. 😉

Vergonha alheia

Em 13.05.2015   Arquivado em Pessoal

Ó céus… Pode ser que eu me arrependa disso rsrsrs… Mas vamos lá.

Fiz alguns testes acapella da minha voz pro coral… Cantei duas estrofes de dois hinos aqui em casa mesmo, gravando com o celular, nada profissional… É um teste de voz, só… Mas curti, apesar das falhas técnicas…

Nunca coloquei vídeos meus cantando aqui… Algumas pessoas sabem que eu canto porque já viram esse post aqui, mas me vendo cantar sozinha poucos tem esse privilégio (ou azar hahaha).

Por favor, sejam bonzinhos comigo… rsrs… Eu sou blogueira há 15 anos e sei que na internet as pessoas gostam de ser bem cruéis porque não estão olhando olho no olho…

Traçando metas de maneira eficaz para 2015

Em 01.01.2015   Arquivado em Aleatórios

Se você acha que ia chegar aqui e ver as metas que eu quero alcançar em 2015, se enganou, pois:
1) É desinteressante pra você saber minhas metas;
2) Se é interessante saber minhas metas provavelmente você é um fofoqueiro (hahaha);
3) Não contar minhas metas em 2014 foi a melhor coisa que eu fiz. 😛

Acabou a primeira acidez do ano. Feliz 2015!

Acredito que a droga da ansiedade seja o mal do século. Todos já passaram por essa sensação na vida, em maior ou menor grau. Alguns conseguem lidar bem com a ansiedade e ela logo vai embora, outros não, e a coisa evolui, e pode se desdobrar em várias complicações sérias.

Acredito ainda que as mulheres sofrem mais com esse mal. Porque além de geralmente acumularmos muitas funções a mais do que os homens, temos a Síndrome da Mulher Maravilha. Se você não sabe o que é isso, eu explico: a Síndrome da Mulher Maravilha é quando você quer fazer tudo, e fazer tudo perfeitamente.

Sofri dessa síndrome por muitos anos na minha vida, e ela só foi evoluindo, até que meu corpo pifou. Quando cheguei nesse estágio eu vivia com medo, porque tinha muitos compromissos e era tudo cronometrado, eu não tinha muito tempo pra descansar (na verdade nunca tinha) e se uma coisa falhasse, outras falhavam junto, como quando você derruba um dominó e um vai derrubando o outro. Quando se vive numa tensão sem fim, a sua cabeça reclama, suas costas reclamam, você tem ataques histéricos periodicamente. Mas além disso tudo eu comecei a apagar. Apagar mesmo: desmaiar. Assim, além da tensão de tudo que eu fazia, tinha a tensão do medo de desmaiar na rua e sozinha, e acordar sabe-se lá aonde e em que condições.

Nessa hora aprendi, pela dor, uma lição valiosa. Na vida, existem 4 tipos de coisas: as coisas ruins, as boas, as muito boas e as excelentes.

Peguei um papel e fiz as 4 colunas e comecei a colocar minhas tarefas distribuídas nelas. Estava claro pra mim que as coisas ruins deviam ser eliminadas. Mas mesmo eliminando as ruins, como perder tempo com joguinhos de Facebook que não acrescentam em nada na minha vida, tinham sobrado ainda as colunas das coisas boas e agradáveis, e que eram importantes da eu atingir metas de longo prazo.

Todas elas eram importantes, mas pra eu continuar fazendo tudo que estava fazendo, eu ia certamente parar no hospital. Nessa hora, saber que, por exemplo, costurar almofadas pro sofá estava na coluna de coisas apenas boas, foi entender que o curso da pós na coluna excelente era mais importante. Entendem o que eu quero dizer?

Muitas vezes perdemos nosso tempo com coisas boas, mas poderíamos estar gastando esse mesmo tempo (que não volta) com coisas excelentes. Desistir de coisas boas não é derrota. É derrota se você desiste de uma meta sem perspectiva nenhuma. Mas se você coloca prioridades na sua vida, entende quais são as coisas excelentes e desiste momentaneamente de algumas boas e muito boas pra poder fazer as excelentes de maneira eficaz, não é burrice, é sabedoria.

A pausa é necessária. A pausa é saudável. O descanso não é palhaçada nem coisa de gente fraca e fresca (já ouvi muito isso, acredite se quiser… e até passei a acreditar nisso por um tempo). Nosso corpo é uma máquina e precisa de descanso. Se ficarmos com um ar condicionado ligado eternamente, não vai demorar muito pra ter um curto-circuito na casa, pro ar condicionado queimar ou acontecer alguma coisa pior, não é? Porque até um ar condicionado precisa descansar, precisa de pausa. Se ele precisa, por que você não precisaria?

Então, queridos, esse é meu desejo pra vocês, para nós, em 2015. É saudável essa vibe de novo ciclo a cada novo ano. Tracem metas pras suas vidas. Poucas. Coloquem seus afazeres diários distribuídos nas colunas de coisas ruins (as que são prejudiciais e não fazem você evoluir), boas, muito boas e excelentes de modo a conduzir sua vida pra chegar aonde você deseja. Eliminem as tarefas ou hábitos que não têm importância (ou que não tem tanta importância naquele momento) pra que você possa descansar e se dedicar de maneira eficaz às excelentes. Não caiam na armadilha de fazer tudo ao mesmo tempo. Quem quer abraçar o mundo, acaba perdendo o foco. Mas aquele que traça poucas metas e luta por elas, vai mais longe e com mais saúde.

Seja feliz em 2015. :)

Página 1 de 41234