{Livro} Paris for one – Jojo Moyes

Em 05.11.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: Paris for one
Autor: Jojo Moyes
Editora: Penguin Books
ISBN: 978-1-405-91893-0
Páginas: 96
Categoria: Romance
Idioma: Inglês

Sinopse: “Nell is twenty-six and has never been to Paris. She has never even been on a weekend away with her boyfriend. Everyone knows she is just not the adventurous type.
But, when her boyfriend doesn’t turn up for their romantic mini-break, Nell has the chance to prove everyone wrong.
Alone in Paris, Nell meets the mysterious moped-riding Fabien and his group of carefree friends. Could this turn out to be the most adventurous weekend of her life?”


Minha classificação:

Minha opinião: “Paris for one” é mais uma história incrível da nossa querida Jojo Moyes.

Primeiramente, gostaria de registrar que foi o meu primeiro livro lido em inglês (sim, estou muito emocionada e foi uma experiência bem interessante), aproveitei uma promoção da saraiva e encomendei esse pequeno livro. Sim, ele é pequeno, apenas 96 páginas. Faz parte da série “Quick reads” da editora, e põe quick nisso, li em apenas 7 horas, super rápido. Infelizmente não tem versão em português, mas espero que em breve possam traduzir, até porque a história te prende do começo ao fim.

A escrita da Jojo é maravilhosa, ela consegue criar personagens cativantes e histórias que te prendem até o fim.
Bom, “Paris for one” é narrado em terceira pessoa com uma linguagem bem leve. Conta a história de Nell, uma mulher de 26 anos bem insegura e sempre preocupada em ser aquilo que os amigos e familiares ao redor dizem sobre ela. Um belo dia, com o objetivo de ter um fim de semana romântico com o namorado, ela decide viajar à Paris. Porém, o que ela não sabia é que ele não tinha planos de ir. No dia da viagem, sem dizer nada previamente, o boy não aparece e envia uma mensagem mais que horrorosa informando que “ficou preso no trabalho”. Frustrada, Nell precisa decidir se continuará em Paris ou voltará para a Inglaterra. Com uma mistura de passagens não reembolsáveis, orgulho ferido, vontade de ser impulsiva e 1 par de ingressos para assistir a exposição da Frida Kahlo, a personagem decide ficar e conhecer a beleza parisiense com o charmoso escritor Fabian.

É um romance curto, meio água com açucar, mas quem não gosta desses tipos de romance? E mais, quem não gosta desses tipos de romances escrito pela Jojo Moyes?

Me apaixonei pela delicadeza em que ela escreveu essa história, em como ela enriqueceu de detalhes um fim de semana que para nós, geralmente, é tão curto e como ela criou um suspense no final com gostinho de quero mais.
A única coisa que eu não gostei foi as folhas e a diagramação. Não gosto de livros “estilo banca de jornal”. Aqueles que as páginas tem um cheiro estranho, as folhas podem rasgar rápido e tem letras grandes. Imagino que esse é o estilo dos livros “quick reads”. Enfim, a capa é maravilhosa, compensa qualquer coisa! Super recomendo!


Alguns trechos do livro:

“She is in Paris, getting ready to go out with a strange man she has picked up in a gallery. She must be insane. This is the stupidest thing she has ever done in her life.”

“I have been thinking”, he says, still chewing. “I have an idea for a new story. It is about a girl who makes lists for everything.”

{Livro} O navio das noivas – Jojo Moyes

Em 27.10.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: O navio das noivas
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-995-6
Páginas: 382
Categoria: Romance

Sinopse: “Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito.
Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.
Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.
Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.”


Minha classificação:

Minha opinião: Primeiramente, que livro é esse? Um dos melhores livros que eu já li! Estou completamente feliz por ter lido essa história!
Sabemos que Jojo Moyes é conhecida pelo livro maravilhoso “Como eu era antes de você” e por criar personagens femininas fortes e cativantes. O que eu não sabia era que o talento dela não se resumia em apenas uma obra maravilhosa. Em “O navio das noivas” ela conseguiu criar personagens envolventes, apaixonantes e totalmente diferentes de Will e Lou e essa característica me conquistou. Gosto quando o mesmo autor consegue criar situações diversas em livros diferentes.
O livro é um lançamento (pelo menos em português) e foi o terceiro livro que li da autora. A história acontece paralelamente em dois tempos, no ano de 2002 e no ano de 1946. É narrado em terceira pessoa e começa em 2002 com Jennifer e sua avó em uma viagem na India. Nesse país, a avó (que até então não sabemos o nome) visita um “cemitério de navios” e ao se deparar com um em específico, passa mal até ser acolhida pela neta e os amigos. Logo depois, conhecemos um espaço completamente diferente na Austrália, no ano de 1946, no fim da segunda guerra mundial. Nessa época haviam várias esposas de militares ingleses esperando pela oportunidade de viajar para encontrar seu grande amor. Muitas esperavam por anos e não perdiam a esperança. É nesse momento que conhecemos quatro personagens principais: Margaret, Avice, Jean e Frances. Essas esposas são escolhidas para embarcar no navio HMS Victoria com mais de 600 mulheres, militares, fuzileiros, armas, aviões, comandantes e praças por 6 semanas em direção à Inglaterra.
Primeiro, temos Margaret, grávida, simples e com muita personalidade. Ela vive com o pai e os irmãos e decide sair do seu lar para reencontrar Joe, o militar com quem se casou. Depois conhecemos Avice, menina mimada, rica e muito preocupada com as aparências, porém, tem o mesmo desejo de ser feliz e poder compartilhar dessa felicidade com o famoso Ian. Também conhecemos ao mesmo tempo, Jean, que faz parte do mesmo grupo de Avice, é uma menina de 16 anos, casada e completamente imatura, é talvez, a que vai te fazer chorar mais. Por fim, Frances, uma enfermeira dura, séria e muito tímida. Desde o inicio percebemos que ela tem algo diferente e que esconde vários segredos, inclusive sobre o próprio marido. No decorrer da história conheceremos mais a fundo o comandante do navio, um fuzileiro em especial, algumas das outras esposas e muitos dos militares (e acredite, você vai se apaixonar por eles).
Muitas histórias se desenrolam dentro desses 6 meses e a autora trata de conceitos complicados na época. Como por exemplo, o machismo extremamente gritante dos anos 90, o papel da mulher para as próprias mulheres, a pobreza e o preconceito. Com uma linguagem leve e envolvente, Jojo nos leva a uma viagem no tempo, nos faz imaginar a vida dessas pessoas, as injustiças, as amizades, os amores e as incertezas da época. No final, você não vai se esquecer tão fácil delas.
É baseada em uma história real. Esse navio realmente existiu e depois da segunda guerra mundial a Australia realmente enviou muitas noivas para a Inglaterra.
Jojo Moyes dedicou esse livro para sua avó, Betty McKee, que foi uma das noivas no Victorious. Ela realizou pesquisas bem profundas sobre as histórias da época, encontrou diários, jornais e relatos reais de pessoas que viveram nos tempos da segunda guerra mundial. Jojo fez uma pesquisa tão linda que em cada capítulo ela coloca um trecho desses diários, reportagens ou relatos. Essas informações fazem com que a história ficcional se torne mais real para o leitor.
É um relato de alegrias, perdas, amor, MAIS amor, amizade, maturidade, aventura e descobertas. Não posso definir esse livro em uma palavra, é impossível. Além da escrita maravilhosa, amo como ela consegue detalhar o que os leitores querem saber e como consegue criar personagens que te cativam.
Sem dúvidas indico a leitura para todos os tipos de leitores, apesar do romance que certamente existe, a história e os valores tratados são importantes para a reflexão.


Alguns trechos do livro:

“Nunca nos contam que não ficamos só com o vazio da perda, mas também com uma infinidade de perguntas que jamais serão respondidas.”

“Aproxime-se demais de uma mulher e nunca sera feliz em lugar algum.”

“Mas ela passava a maior parte do tempo recostada em uma das rodas do avião, o chapéu de abas largas jogado para tras, os olhos fixos no céu. Um céu livre de aviões inimigos, de mísseis malignos e silenciosos, de gritos dos feridos. Livre de julgamento daqueles que achavam que a conheciam. Não havia mais nada entre ela e seu destino, nem montanhas, nem árvores, nem prédios. Muito menos pessoas.”

“Talvez fosse pelo momento inusitado, ou porque seus ombros à mostra reluziam como algo celestial sob a claridade incipiente. Talvez fosse o simples fato de, ao longo do que parecia uma eternidade, ele não ter mantido uma conversa que não fosse marcada por jargões militares ou relatos de atos de coragem. Ele queria se abrir como o amanhecer na frente dela, se revelar, com defeitos e tudo, e ser absolvido por sua ternura e compreensão. Queria gritar com o marido dela, sem dúvida algum mecânico idiota, metido a engraçadinho e que, naquele momento mesmo, devia estar ajeitando a calça ao sair de um bordel no Extremo Oriente e trocando olhares cúmplices com os colegas. Ele queria gritar: “Você se dá conta do que tem? Consegue entender?”

“Havia uma crescente falta de respeito pelas mulheres, mesmo entre os homens que ele considerava pessoas do bem, e isso o incomodava.”

“Todos nós precisamos encontrar novas formas de viver, dissera ele. Novas formas de perdoar.”

“Mantenha-se firme mesmo na adversidade.”

“Comandante – disse ela-, as únicas pessoas que têm todas as respostas são as que nunca se defrontaram com as perguntas.”

{Filme} Minha mãe é uma viagem

Em 03.10.2016   Arquivado em Filmes

Ficha Técnica

Título original: The Guilt Trip
Distribuidor: Paramount Pictures
Ano: 2012
Direção: Anne Fletcher
Elenco: Seth Rogen, Barbra Streisand e outros.
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA
Idioma: Inglês
Classificação: Livre

Sinopse: “Um jovem inventor (Seth Rogen) convida sua mãe (Barbra Streisand) para fazer uma longa viagem com ele. Enquanto o filho tenta encontrar compradores para a sua nova invenção, sua mãe aproveita para procurar por um antigo amor.”

Minha classificação:

Minha opinião: Eu não sou muito de ver filmes, sou mais de séries e documentários. Mas assim que eu vi Barbra Streisand acordando, logo na primeira cena, não pude trocar de canal. Como fã de Barbra, eu tinha que ver esse filme. Então vamos lá…

O filme conta a história de uma mãe muito apegada ao seu filho. Assim que ele acorda já tem mensagem dela, e ela passa o dia ligando pra ele. Isso acontece mesmo eles morando muito longe um do outro. Em um final de semana, Andy viaja pra ver sua mãe. Ela o chama para conversar sobre ele ir mal com as garotas. A conversa dá errado e o filho joga a situação inversa, dizendo que desde que ela ficou viúva, quando ele próprio tinha 8 anos, ela nunca mais teve ninguém. Então Sophie acaba contando que conheceu um homem antes do pai dele, que se chamava Andrew (apelido Andy), que foi um romance que marcou muito a vida dela, e foi por isso que ela batizou o próprio filho com o nome dele.

Andy volta pro próprio quarto e procura o ex namorado da mãe. O encontra facilmente, morando ainda na mesma cidade e trabalhando ainda na mesma empresa. Então, meio sem jeito ele acaba convidando a mãe pra ir até São Francisco acompanhá-lo em uma viagem de negócios (mas na verdade é pra reencontrar o ex da mãe). De carro. Atravessando o país. Só os 2. Uma viagem que duraria mais de uma semana. Entendeu a tragédia? Rs…

A partir daí a história se desenrola, os 2 juntos por tanto tempo, colocando todas as questões mal resolvidas pra fora de um jeito bem engraçado. Como todo filme com minha diva, foi ótimo. O ator que faz Andy também é um nerd gatinho, barbudinho de óculos. Uma gracinha mesmo!!!

A única ponta solta no filme foi que no final a situação da mãe se resolve mas a do filho não. Digo, amorosamente. O personagem do Andy ainda fica sem solução, e eu achei isso estranho. Mas é um bom filme sim.

{Livro} O que te move? – Fernando Moraes

Em 24.09.2016   Arquivado em Livros

Ficha Técnica

Título: O que te move?
Autor: Fernando Moraes
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637587
Páginas: 160
Categoria: Auto-ajuda

Sinopse: “Movimentar-se para não ficar aprisionado à zona de conforto é um dos grandes desafios nos tempos modernos. Quando a abundância impera, certamente a visão de futuro fica mais comprometida, por isso se faz necessário nos movermos para ter propósitos, sonhos e esperança de dias melhores.

Saindo do estado conformista, que anula as possibilidades e nos imobiliza por causa do imediatismo, ser protagonista é mais do que ser o ator principal de tudo aquilo que envolve a nossa vida. Ser protagonista é colocar o coração no sofrimento do outro, renunciando a zona de conforto em função de quem precisa de nós.

Movimentar um sonho, uma causa, um ideal ou um propósito de vida nos permite despertar para novas oportunidades, aflorando talentos, habilidades, dons e potenciais, nos dando confiança e coragem para seguir em frente.

Neste livro, Fernando Moraes o convida a se mover em busca de novos desafios, a ter atitudes que inspiram grandes transformações e, o mais importante, que nos dê a certeza de que podemos fazer e refazer novos caminhos em busca da nossa felicidade.

O que te move é o que te inspira!”


Minha classificação:

Minha opinião: Quero começar pela capa bem viva que esse livro tem, estou apaixonada pela tranquilidade que a imagem passa ao leitor e também um toque de “mistério”, porque para quem não conhece o autor (como eu) pode pensar que é um livro de ficção com algum ensinamento bem marcante (assim como eu pensei). Bom, O que te move? tem um ensinamento marcante, na verdade vários, mas não é um livro de ficção. Muitos podem considerar auto-ajuda ou motivacional, e até tem um pouco dessas características, mas com certeza é um livro de reflexão com histórias emocionantes.

O que te move? foi uma cortesia muito linda da Novo Conceito, que a propósito arrasou na diagramação e fonte dos títulos, e é narrado em primeira pessoa. É um livro inspirador e que me fez refletir a todo momento sobre o meu papel na sociedade, meus valores sociais e como posso melhorar. Fundamentado em valores filosóficos e conhecimento real, o livro é extremamente importante para a formação de cada pessoa. Traz todos os princípios mais importantes para viver na sociedade, conceitos que definem o caráter do próximo e atitudes valiosas.

Hoje em dia, é muito fácil ajudar ou participar de ONGs em busca de reconhecimento e gratificação, ou pior, o ajudar às vezes nem existe. Mas, por que REALMENTE devemos fazer isso? Qual é o nosso papel? Fernando Moraes, escritor e humanista que já realizou muitos trabalhos voluntários e sociais, nos faz refletir por meio de experiências pessoais sobre o nosso protagonismo social. Nesse livro, ele nos instiga a pensar sobre quem nós somos e como podemos definir o que nos move a agir. Ele, como grande conhecedor na área, ensina sobre o SER humano.

Algo que gostei muito no livro é a composição de histórias pessoais do autor que ensinam e inspiram. Não é um livro de ideias para ONGs e grupos de ajuda humanitária e não é um manual de instruções sobre como “ser bom”, trata sobre o despertar do verdadeiro trabalho voluntário, do olhar mais atento a condição do outro e do conceito de cidadania. Cada um interpretará a sua maneira e refletirá sobre o que está fazendo para SER humano. Super recomendo a leitura!


Alguns trechos do livro:

“O protagonismo social não é uma ação individual, ele depende de como um grupo se organiza e interage entre seus membros e com os outros. Protagonizar ações em benefício do bem-estar social tem na sua essência o fazer parte […] sentir-se responsável por seu espaço social e por tudo que nele habita.”

“Mais do que o tecnicismo, os títulos, as formações e as grandes qualificações, se faz necessário ter disposição para servir o seu semelhante, pois o servir é a essência do despertar da dignidade e do reconhecimento do outro como igual, sem qualquer pretensão.”

“Fique atento à vida. Faça, ouse e busque. Mas, acima de tudo, não ouça ninguém sem ter antes escutado o seu coração.”

Página 2 de 15123456... 15Próximo