{Livro} Tudo e todas as coisas – Nicola Yoon

Em 26.04.2016   Arquivado em Livros

Título: Tudo e todas as coisas
Título Original: Everything, Everything
Autor: Nicola Yoon
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637884
Páginas: 304
Categoria: Romance

Sinopse: “Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa nunca sai em toda minha vida. As únicas pessoas com quem convivo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.

Eu estava acostuma com minha vida até o dia que ele chegou. Pela janela olho para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano.

Ele me pega observando-o e me encara. Encaro-o também. Descubro depois que seu nome é Olly.

Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.”


Minha classificação :

Minha opinião:


Alguns trechos do livro:

“A vida é um dom. Não se esqueça de vivê-la.”

“Eu era feliz antes de conhecê-lo. Mas agora estou viva e isso não é a mesma coisa.”

“Talvez crescer signifique desapontar as pessoas que você ama.”

“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”

{Documentário} Amy

Em 10.02.2016   Arquivado em Documentários

Hoje eu vi o documentário da Amy Winehouse no Netflix. E sinceramente, apesar de triste, só confirmou algumas coisas que eu já imaginava.

Amy cresceu numa família não muito favorável. Apesar de pais vivos, ela tinha sua avó paterna como exemplo. Sempre foi uma pessoa um pouco problemática por traumas de infância. Aos 18, quando realmente começou a dar alguns passos na carreira, ela já bebia muito e tinha a maconha como sua companheira, além de ter bulimia e se cortar.

Pra qualquer pessoa, tendo vindo de uma boa estrutura familiar ou não, já é difícil lidar com a fama quando ela acontece. Mas pra quem já vem desestruturado emocionalmente, realmente fica difícil de suportar.

Por muitos momentos no documentário ela falava que não aguentaria a fama, que se ela ficasse famosa de não poder andar mais na rua, se mataria. E foi mais ou menos isso que aconteceu.

Em certo momento, quando a bebedeira já estava bem forte, os produtores mesmo cogitaram internar Amy numa reabilitação, mas ela disse que só concordaria se o pai concordasse também. E o pai, pasme, olhou pra ela e falou que ela estava bem, que não via necessidade de Rehab. Então, naquele momento crucial, onde ela só tinha basicamente o problema com bebidas e ainda não usava drogas pesadas ainda, o pai decretou a morte dela com aquela frase.

Daí em diante, embora sua carreira artística estivesse melhorando a cada dia, pessoalmente ela estava só piorando. Mas sinceramente, acredito que realmente a cartada final pra ela foi ter conhecido Blake e ter se envolvido com ele. Porque até então, ela não era tão down daquele jeito. Mas ele trouxe até ela a cocaína, o crack e a heroína. Ele era destrutivo pra si mesmo e pra ela. Ele também vinha de uma família desestruturada, e os dois gritavam suas dores juntos. Se drogavam, se machucavam física e emocionalmente juntos, mas não conseguiam ficar separados. Amy estava obcecada por ele, e de repente, ele foi embora. Aí ela se afundou de vez. Até tentou ter um outro namorado, mas quando o álbum “Back to Black” estourou, Blake voltou pra ela como num passe de mágica. Você achou estranho? Pois foi isso mesmo que você pensou. Ele a usava pra comprar as drogas, e impedia que ela ficasse bem, porque se ela ficasse, não teria mais quem pagasse as drogas pra ele.

Certa ocasião, quando ela teve uma overdose e estava internada no hospital, durante a visita ele levou heroína pra ela. Ela quis ir pra reabilitação e ele só queria se estivesse junto com ela. E ele foi junto, e quando saíram juntos, ele levou ela direto pra um hotel e se drogaram até não poder mais. Ele foi levando ela cada vez mais pro fundo do poço, e o pior, no documentário, ele mesmo narra essas partes e conta tudo o que fez com ela, admitindo que ele apresentou todas essas drogas pra ela.

O relacionamento ficou bem abalado quando ele foi preso, e ela, em uma tentativa de ser feliz, foi fotografada com outro homem na praia. Ele da prisão, acusou a Amy de infidelidade e pediu o divórcio, processando ela, como se ele fosse o bonzinho.

Pra piorar, lembra aquele pai que disse que ela estava bem e não precisava de reabilitação? Era o mesmo pai que colocava ela desmaiada dentro do jatinho e levava ela pra todo o canto pra fazer mais shows, mesmo quando ela dizia que não queria. Em uma parte do documentário, ela fala pro pai: “É dinheiro que você precisa? Eu te dou dinheiro! Mas me deixe aqui descansar!”

E assim vemos que nenhuma pessoa nesse mundo é tão forte assim. E que as pessoas mais próximas são as que mais nos machucam e deixam marcas profundas. São essas que nos causam os verdadeiros traumas, porque estamos desarmadas contra elas. Como podemos imaginar que uma pessoa que supostamente deveria nos amar, nos faz tão mal?

É um documentário que eu aconselho que todos que tem filhos vejam. Porque mostra claramente como uma conduta errada de um pai que só visa dinheiro, junto com uma mãe omissa, podem fazer com um filho.

{Livro} O segredo de Emma Corrigan – Sophie Kinsella

Em 22.01.2016   Arquivado em Livros

Título: O segredo de Emma Corrigan
Autor: Sophie Kinsella
Editora: Literatura Moderna
ISBN: 9788577994724
Páginas: 351
Categoria: Romance
Coleção: BestBolso

Sinopse: “Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público – foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil – e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.

Funcionária Júnior da Panther Corporation, uma empresa de produtos energéticos e esportivos com filiais por toda Grã-Bretanha, Emma vai a Glascow participar da reunião de marketing sobre um novo refrigerante, a Panther Cola. O que parecia uma grande oportunidade profissional se transforma num pesadelo. Como se não bastasse ter derramado a bebida num superior, seu vôo de volta para casa quase cai. Em momentos de tensão as pessoas fazem as coisas mais estranhas. E Emma Corrigan não é exceção. Acreditando estar a um passo de uma morte trágica, ela conta todos os seus pequenos pecados para o passageiro ao lado. Afinal, qual a probabilidade de vê-lo de novo? Ainda mais com vida?

Mas o destino decide brincar com a protagonista: o avião pousa em segurança e o distinto cavalheiro nada mais é que o fundador e presidente da empresa onde trabalha. E além dos segredos pessoais, Emma abriu o verbo sobre todos os colegas da Panther e suas estratégias para enrolar no serviço. Para recuperar o respeito profissional – e voltar às boas com o pessoal do escritório – Emma se mete nas situações mais inusitadas, quase novelísticas. Mas com as quais todas as mulheres acabam se identificando.”


Minha classificação :

Espero que tenham gostado da resenha em vídeo!

Beijos e até a próxima!

{Livro} Como se apaixonar – Cecelia Ahern

Em 28.12.2015   Arquivado em Livros

Título: Como se apaixonar
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637860
Páginas: 352
Categoria: Romance
Veja mais:

Sinopse: “Momentos são preciosos; às vezes eles se demoram e, em outras ocasiões, são passageiros, mas, ainda assim, muito pode ser feito durante eles; você pode mudar de ideia, pode salvar uma vida e pode até se apaixonar.
Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor.
Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo.
Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?”


Minha classificação :

Minha opinião: Bem, eu sei que a Cecelia Ahern, apesar da pouca idade, é uma escritora aclamada mundialmente. Apesar disso tudo, e apesar de adorar ler, nunca tinha tido a oportunidade de ter uma obra dela nas mãos. Esse livro veio pra mim através de uma cortesia da Novo Conceito, que é parceira do blog. E logo nas primeiras páginas, eu já me vi tão envolvida com o livro que não consegui mais parar.

Logo no começo do livro, Christine testemunha um suicídio de um homem, e isso faz com que ela repense sua vida. Ela vê que é infeliz e simplesmente termina o casamento. Logo após, ela conhece um outro homem, Adam, numa nova cena de suicídio, e depois de uma conversa com Christine, o homem decide adiar seus planos por 2 semanas. Esse é o tempo que ela tem para prová-lo que viver vale a pena. O problema é que ela também está lidando com os próprios problemas nesse meio tempo.

A personagem principal, Christine, é um mulher forte e que sabe lidar bem com as situações que se apresentam. Consegue se colocar no lugar das pessoas, pra tentar fazer um julgamento justo do panorama geral. Mas ao desenvolver o livro, ela vai focando no Adam e tentando muitas vezes não ver os próprios problemas.

Adam, por sua vez, tinha tudo o que as pessoas normalmente acham importante para ser feliz: ele era lindo e tinha muito dinheiro. Mas essa é só a capa superficial de quem ele é. Adam cresceu sem a mãe, e com um pai ausente. Isso o trouxe muitos traumas, e no fundo, uma carência muito grande de ser amado.

O amor que surge entre Adam e Christine na verdade é exatamente o que os dois precisavam. Eles se completam, e o amor entre eles cura as feridas do passado e prova para os dois como a vida pode ser maravilhosa.

A parte ruim do livro talvez tenha sido na tradução do Brasil, pois algumas frases eu tinha que ler mais de uma vez pra poder entender, porque parecia que o cara que estava fazendo esse trabalho não entendia tão bem assim, e algumas frases eram entranhas. Também vi alguns errinhos de revisão.

Vou dar 5 estrelas, e só não marco como queridinho simplesmente por causa desses probleminhas do livro.


Alguns trechos do livro:

“Às vezes, quando você vê ou vivencia algo muito real, fica com vontade de parar de fingir. Você se sente um idiota, um charlatão. Fica com vontade de afastar-se de tudo o que é falso, seja algo inocente e inofensivamente falso ou algo mais sério; como seu casamento. Isso aconteceu comigo.”

“Não tinha havido nenhum homem secreto esperando por mim, isso era óbvio, mas mas eu tinha abandonado Barry, terminando nosso relacionamento por nenhum motivo real… Bem, nenhum motivo que as outras pessoas pudessem ver. Era quase como se a minha infelicidade não fosse o suficiente. Se ele não me traiu, não me bateu e não foi cruel comigo, ninguém parecia conseguir entender que eu não amá-lo e estar infeliz eram motivos suficientes.”

“Respirei fundo na tentativa de desacelerar meu coração. Os gritos dele estavam me deixando tão em pânico que eu não conseguia pensar direito. Enfim, houve silêncio. Ele estava parado ali, olhando para mim. Eu tinha que dizer alguma coisa. Alguma coisa compreensiva. Algo que não fosse disparar outra explosão de ira. Eu não aguentaria se ele se machucasse. Não ali, não comigo, nunca.”

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