Um post intimista

Em 21.02.2013   Arquivado em Religião

Quando eu olho pra um rio, eu tenho uma sensação tão boa! O barulhinho da água correndo, o vento fresco, a vegetação à volta, os passarinhos cantando, o céu azul salpicado de nuvenzinhas brancas que mais parecem algodão-doce e uns raios de sol que teimam em passar entre as copas das árvores. Toda essa paisagem à minha volta sempre me fez refletir, quando eu sento à beira.

Os rios têm características interessantes. Eles nascem tão pequenininhos e frágeis, que dá vontade de pegar no colo, de carregar e cuidar pra que aquele acontecimento tão precioso não seja estragado.

Se você for mentalizando o curso do rio, em pouco tempo ele começa a crescer e crescer, e a água tem uma correnteza mais forte. O rio vai seguindo a “todo vapor” correndo pro seu destino. Na verdade o rio não sabe bem pra onde está indo, mas só sabe que precisa correr. Ele vai pra um lado, vai pra outro, como se procurasse alguma coisa, o caminho certo.

De uma hora pra outra ele se vê sem chão, até tenta parar seu curso, tenta ficar o mais devagarinho possível, mas desaba a toda velocidade, fazendo muito barulho, espalhando água pra todos os lados. Ele continua seu curso, dessa vez mais lento que antes de cair, mas continua. Ele começa a perceber que sua velocidade não está mais tão boa como antes, e alguma coisa lhe falta pra ser forte e viril como antes. Seu caminho está longo e ele não sabe qual seu destino final até o momento. Mas de repente ele se depara com outro rio que também procura achar seu caminho, e juntos formam um rio mais forte, quase indestrutível, que vai levando tudo que vê pela frente, dominando seu espaço.

Sim! Agora os 2 formam juntos um rio forte, e podem prosseguir, um ajudando o outro a não perder velocidade. Algumas vezes o rio pode até pensar em desistir, voltar pro começo, regredir um pouco, mas isso não é possível, ele já é grande e não pode passar de novo pelo lugares que ficaram pra trás. Ele então decide continuar junto com seu novo rio.

Quando eles 2 ficam grandes demais, começam a desvencilhar um pouquinho de suas águas, que formam outros rios pequeninhos andando em paralelo, pra depois seguirem seu próprio curso. Aqueles dois rios já caminham a tanto tempo juntos que começam a ficar mais devagar, mais devagar, e já doaram tanto pra outros rios que foram embora! Seu curso fica suave, suave, até que finalmente alcançam seu destino final: o mar. Então eles desaguam aliviados por poderem descansar um pouco, sonhando um dia poderem estar todos juntos novamente.

  • Mari

    Em 21.02.2013

    Texto lindo, Mari. Adorei a metáfora com a vida.
    Beijos

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    Mariana Cruz Reply:

    filosofei que nem a mari, do blog pensamentos num papel, conhece? kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    bjos :)

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    Mari Reply:

    ahahahahahahhahaha :p

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    Mariana Cruz Reply:

    😛

  • Lucas Maia

    Em 21.02.2013

    Oi Mariana!
    O seu post me fez lembrar do livro/filme “O lado bom da vida”. Onde o protagonista gosta de ver sempre o lado bom das coisas e procurar não deixar as tristezas estragar. Lindo texto!

    Beijos!

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    Mariana Cruz Reply:

    nunca vi esse filme… vou ver! 😉
    obrigada… bjos

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  • Gabi

    Em 21.02.2013

    Adorei o texto, intenso e leve!
    Beijos

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    Mariana Cruz Reply:

    obrigada! bjos :)

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  • Nah Sodré

    Em 21.02.2013

    Obg pelos parabéns Mari :) sobre seu post, viajeeei no seu texto e pude sentir a calma do rio perto de mim *—* o sossego que a natureza e essas belezas nos trazem, o Rah tem um sitio e sempre vamos pra la xD sentar na grama, olhar o rio, e viajar em pensamentos *—* vc escreve muito bem! =D

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    Mariana Cruz Reply:

    ai que delícia! adoro ir pro meio do mato! fazer as coisas que deveríamos fazer todo dia… 😉
    bjos

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  • Isadora

    Em 21.02.2013

    Nossa, quase chorei lendo. (SÉRIO).
    Lindo o texto, Mari. Parabéns! <3

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    Mariana Cruz Reply:

    hahahaha… você parece minha mãe, ela que chora por quase tudo 😛
    bjos

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